quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Parece que foi ontem...


Hoje, exatamente hoje está fazendo um ano que tomei uma das decisões mais importantes da minha vida (como sempre venho falando para vocês), é que foi tão bom que eu fico lembrando a todo o momento. Não podia deixar passar batido, uma vez que a minha filha filha foi minha inspiração para que toda essa mudança acontecesse.

Quando o meu GO me deu o atestado de licença-maternidade, apesar que não estava aguentando mais trabalhar pelo peso da barriga, por estar completando 38 semanas naquela semana, eu fiquei um pouco chateada, pois teoricamente faltavam 15 dias para a data do parto, ou seja, teria que voltar 15 antes.

Para minha surpresa eu tive minha filha dois dias depois do dia do atestado. Sobre meu parto eu já contei aqui e fico feliz cada vez que lembro de como tudo aconteceu. Bem, os meses da licença se passaram eu tirei mais um mês de férias e começou o meu dilema.

Não moro perto da minha mãe e sei que se ela pudesse ela faria questão de ficar com minha filha, então tive que descartar a ideia de deixar com ela. Faltando algumas semanas para voltar a trabalhar eu encontrei uma escolinha perto da minha casa (apesar que eu trabalhava muito longe, meu marido ficou encarregado de levar e buscar).

O primeiro dia de "teste" foi horrível, deixei-a na escolinha e voltei chorando de soluçar, não me conformava que tinha que me separar da minha pituquinha (5 meses na época). Deixei lá durante meio período, quando voltei (com olhos inchados), peguei a minha filha, perguntei para as tias como ela passou lá, me responderam que passou bem, ficou feliz e boazinha. Mas indo embora, no caminho ela soluçava no meu colo (imagina se ela não estivesse feliz?). Aquilo me doeu mais ainda.

Eu e meu marido nos convencemos que seria bom, que iríamos nos adaptar...mas durante um mês que deixamos na escolinha aconteceu de tudo. A minha história foi o seguinte: colocando na balança meu serviço e minha filha, além do peso natural que é toda a mudança quando nos tornamos pais, meu sacrifício pela empresa não valia a pena. Foi quando acabou dando tudo certo e saí de lá.

Hoje, fazendo um balanço de tudo que tem acontecido de um ano pra cá, não posso deixar de agradecer a Deus pela oportunidade que me deu de participar do desenvolvimento dela e de comemorar cada coisinha maravilhosa que vi.

Eu sei não só eu, mas toda a mãe que sempre trabalhou passa por esse dilema. Sei também que toda a mãe que precisou voltar por necessidade fala que se pudesse escolher com certeza ficaria com seus filhos também. Estou falando de mãe de verdade, aquela que não escolheu deixar os filhos com alguém ou na escolinha pelo simples motivo de terceirizar a educação e o amor.

Mamães, um conselho: não se sintam culpadas porque precisaram voltar a trabalhar e deixar seus filhos, quando a necessidade falou mais alto. Não se cobrem e não cubra esta falta com coisas do tipo: deixando fazer tudo, dando tudo, cedendo em tudo como forma de compensar a sua ausência, pois acredito que com certeza eles crescerão entendendo porque você precisou tomar esta decisão. Com minha mãe foi assim e tenho consciência da decisão dela na época.

E quem tem a oportunidade, tem condições, aproveite, pois é único!

Tatá eu te amo!

10 comentários:

  1. Que bom que deu tudo certo. Também não abro mão de ficar com a Alice nos primeiros meses. Espero conseguir pelo menos até o primeiro ano. Tenho sorte de ainda morar com meus pais e não ter tantas responsabilidades, como aluguel e outras despesas básicas. Claro que tem seus lados positivos e negativos, mas o melhor é poder continuar com ela por enquanto! (:
    Beijos

    ResponderExcluir
  2. Já passei por essa experiência. Quando fui deixar minha primeira filha na creche ela tinha 11 meses e na primeira semana eu ficava lá na creche para o caso de ela chorar, mas ficava em outro lugar que ela não estivesse, mas se chorasse eu prontamente estaria ali. Vi que as crianças na maioria não choravam o dia todo, mas bastava ver a mãe na hora em que iam buscar ficavam completamente diferente e manhosas.
    Não é o ideal deixar os filhos na creche, mas tem muitas crianças que se adaptam muito bem (foi o caso da minha). Hoje em dia não trabalho por falta de oportunidade, e então aproveito que as condições são essas para curtir meu novo status de mãe em tempo integral.

    ResponderExcluir
  3. Verdade, cada caso é um caso. Com meus dois filhos eu passei pela experiência de deixá-los na creche para ir trabalhar e, um tempo depois, ser demitida e passar um tempo com eles em casa. Com o Vítor eu levei mais tempo na volta ao trabalho e passei mais tempo com ele em casa. Com a Alice tudo foi mais meteórico. As coisas acontecem quando devem acontecer e do jeito que devem acontecer.

    Já não me sinto mais culpada por trabalhar e não passar o dia com as crianças, pelo contrário. Descobri que sou uma mãe muito melhor quando tenho uma ocupação fora de casa, além do meu dinheirinho...rsrs

    Beijos
    Tati
    Mulher e Mãe
    #amigacomenta

    ResponderExcluir
  4. Oi Juliana, adorei o blog.
    Também estou tentando muito soluções para trabalhar em casa, pois não consigo deixar meu pequenino de jeito nenhum, rsrs. Ele hoje está com 9 meses e eu e meu marido tentamos segurar a onda para que eu fique em casa com João.
    Um beijão nas duas!

    ResponderExcluir
  5. Realmente é único!
    Eu tenho a oportunidade de ficar com minha filha o tempo todo, não precisando voltar a trabalhar pelo menos esse ano. Ela está com 6 meses agora. Eu sou fotografa, eu mesma faço meu horários e decido se aceito ou não tal trabalho. E me dei esse ano inteiro de "folga". A partir do ano q vem, volto com força total, mas sempre com a profissão de "mãe" em primeiro lugar.

    Beijos!
    #amigacomenta

    ResponderExcluir
  6. Oi Ju,

    Eu tive q deixar de trabalhar para conseguir engravidar!
    Teve momentos q foram muito difíceis, tanto na questão psicológicas quanto na financeira mesmo!!
    Qdo consegui ter os pequenos nem sonhei em voltar a trabalhar e nem penso nisso hj em dia, talvez qdo a Caca estiver maior, sei lá!
    Por um tempo o meu sentimento de culpa foi outro, foi em relação a não contribuir financeiramente em casa, sempre trabalhei, desde os 15 anos então, fiquei meio perdida!
    Hoje não me arrependo de nada, não sei como teria sido mas, gosto de pensar que para cada um de nós há um plano elaborado e as coisas são como tem de ser! ;)

    Bjos!

    Loreta#amigacomenta;)
    @bagagemdemae

    ResponderExcluir
  7. Oi

    Realmente cada caso é um caso, eu tive não pude escolher, mais também não me culpo, pois sei que eles vão entender quando tiverem idade para isso que todo esforço foi para o bem deles.E procuro nos momentos que estou com eles participar o máximo, tem dias que chego do trabalho deixo a casa pra lá e vou brincar, conto histórinha, e só penso em fazer alguma coisa depois que eles dormem.
    É assim né cada mãe faz oque pode e além do que pode para o bem dos filhos

    Bjos

    Michelle #amigacomenta

    ResponderExcluir
  8. @yahhhrealmente o bom é aproveitar o momento que pode ficar com ela. Obrigada pela visita, Ju

    ResponderExcluir
  9. @Renata Marques acho, tenho quase certeza de que quem sofre com a adaptação somos nós. Bjus Ju

    ResponderExcluir
  10. @Thatyé o que me deixa balançada, pois quando acostumamos ganhar dinheiro não conseguimos ficar sem ele. A independência financeira pesa bastante, mas acho que no tempo certo as coisas vão acontecendo. Bjus Ju

    ResponderExcluir

Obrigado por deixar seu comentário, volte sempre!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...