segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Nascemos de novo


É impossível não "nascer de novo" quando temos nosso primeiro filho. Quando saí da maternidade comecei a viajar nos meus pensamentos, não sabia o que sentir. Dentro de mim acontecia tanta coisa que não sabia em quê dar prioridade.

Lembrava do momento que entrei lá pedindo ajuda ao segurança pois estava em trabalho de parto e lá estávamos eu, meu marido, minha mãe e minha Tatá indo embora pra casa. Eram sentimentos misturados de felicidade e medo. Felicidade nem é preciso explicar, pois o nome do blog diz tudo, mas o medo que sentia era da responsabilidade que tinha a partir daquele momento, da vida que estava em minhas mãos.

Eu tive a oportunidade de ter minha mãe por perto durante 10 dias e brinco com ela até hoje que está me devendo mais 30 (pois a mulher no pós-parto fica de "40tena"). Tudo passa a ser novidade, os livros, pesquisas na internet e os fóruns que participava ajudaram muito nessa nova etapa, mas mesmo assim sentir na pele é sempre diferente.

Com a ajuda dela pude ficar mais tranquila, além de ajudar nas tarefas da casa, ela respondia às minhas dúvidas, fazia algo pela primeira vez para eu observar e fazer igual. Chegou até a dormir com a pitica na sala para eu dormir um pouco. Apesar que não adiantava muito pois se ela queria mamar só eu podia resolver o "assunto" de interesse da pequena.

Não liguei em NÃO dar o primeiro banho, e deu certo que o umbigo caiu antes da minha mãe ir embora e me deixar sozinha com a minha filha. Minha mãe é um espetáculo, mas vou deixar isto para um outro post. Quando ela foi embora, pois precisava voltar ao trabalho, chorei muito. Lembro como hoje, a sensação era que eu ia para a escola pela primeira vez e ela me deixaria na porta de entrada. Ah! Durante esse tempo todo e até hoje tenho a ajuda do meu marido também, que no começo dividiu e divide comigo as ansiedades, dúvidas, medos, insônias,etc.

Pois é, nascemos de novo, nascemos com cólicas, choros, fome, trocas de fralda, vômitos, escândalos na hora do banho (era frio na época e minha filha odiava ter que ficar sem roupa). Nascemos de novo para acordarmos de tempo em tempo para ver se a bebê está respirando normalmente, se está bem coberta, se está com frio ou calor, para identificar qualquer barulhinho diferente ou então para simplesmente ficar admirando.

Nascemos de novo para acolhermos em nosso braços durante as cólicas, para fazê-la sentir tranquila e que tudo ia passar. Queríamos fazê-la entender que mesmo saindo do mundinho confortável e tranquilo dentro da barriga da mãe, estaríamos por perto para dar todo amor que precisasse.

Hoje, receber um olhar sapeca dizendo: "mamãe" ou "papai" e ao mesmo tempo agarrando em nosso pescoço para dar um beijo todo "lambrecado" me deixa totalmente sem palavras. A escolha de passar por esta descoberta foi minha, cabe a mim passar pelo conto que nem é tão de fadas assim, só para ver que o amor sempre prevalece.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Mastite


Este é um assunto muito comum entre as mães. Se você nunca passou por isso, já deve ter ouvido falar sobre.

Eu tive no seio direito, começou com uma dor de leve que e em poucos minutos doía só de andar pela casa. Comecei a sentir calafrios e fui parar na cama. Senti que estava com febre e ao medir a temperatura estava com 39,5º. Quando eu olhei no espelho a parte que estava doendo estava quente e vermelha.

Minha filha estava novinha na época, acho que uns 4 meses. Na hora eu corri na internet para pesquisar mais sobre isto, quando me inteirei sobre o assunto liguei para o meu GO que passou exatamente as informações que havia lido.

Eu falei com ele um pouco antes de ter febre, ele disse que era para observar que se tivesse febre era para ligar novamente pois passaria um antibiótico e foi exatamente o que aconteceu. Tomei também um remédio para baixar a febre e ele recomendou que era para AMAMENTAR o máximo possível que ajudaria na recuperação.

E lá estava eu: batendo os queixos, cabeça "zonza" e amamentando minha filha, que era novinha e como só se alimentava de leite materno, só queria ficar no meu colo. Naquela noite mesmo eu melhorei e cuidei para que não ficasse tanto tempo com os seios tão cheios.

Para saber mais sobre mastite, eu encontrei informações bastante detalhadas no site do Baby Center que vai explicar as causas, sintomas e tratamento.


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Um pedido


Gostaria de fazer um pedido a você que está lendo este post.

Eu tenho um amigo que sua mulher grávida duas florzinhas deu à luz com 34 semanas tem mais ou menos uns 15 dias.

Elas nasceram e foram diretamente para a UTI, uma graças a Deus já saiu e outra ainda continua internada para poder ganhar peso. Os pais também aguardam que ambas aprendam a mamar.

Somos pais e sabemos o quanto é bom termos alta do hospital e sairmos com nossos bebês no colo e o quanto aperta no coração termos que aguardar a saída dos nossos pequeninos bem depois do previsto. E por mais que estejam sendo bem cuidados o nosso desejo é que estejam em casa conosco.

Peço então a sua ajuda em oração a Deus para que Ele possa ajudar a garotinhas e seus pais possam gozar da mesma alegria que nós.

Não só por eles, mas por aqueles pais que ficamos sabendo de outras pessoas, de notícias, vizinhos, etc.

De coração eu agradeço.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Opiniblog


Você já conhece o Opiniblog?

É uma ideia criada pelo Clube das mães e pais blogueiros para avaliação dos blogs. Mensalmente 10 blogs são escolhidos e neste mês o meu entrou na lista!

Particularmente estou feliz porque a partir do momento que decidi fazer um blog para todos vocês lerem, nada mais justo do que receber a avaliação de todos vocês, para poder ficar cada vez melhor sem perder a identidade, é claro!

Para avaliarem, por favor, cliquem na imagem que está na barra lateral.

Desde já agradeço!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Se for pra ser do seu jeito...


Não,obrigada. Está ótimo do jeito que está!

Tem um assunto que tem sido muito comentado nestas últimas semanas, acho bastante polêmico e confesso que neste assunto estou coletivamente fora. A publicidade tomando conta da blogosfera materna tem dividido bastante as opiniões, mas eu particularmente dou a minha opinião em relação a isto: cada um faz do seu blog o que achar melhor!

Vou falar particularmente sobre o meu blog, e o que vou dizer só vai doer aquele que no fundo no fundo está incomodado com a própria atitude. Até porque não é minha intenção atingir os pais que gostam de fazer publicidade em seus blogs.

Vou direto ao assunto me baseando em duas empresas que entraram em contato comigo (e eu quieta no meu cantinho). Percebi algo semelhante entre elas: a maneira como negociam, na verdade parece que não é bem uma negociação uma vez que entram em contato impondo o que querem: "vocês divulgam nosso produto ou serviço e em troca a gente divulga o seu blog."

Algo do tipo: você me dá UMA nota de R$50,00 e eu te dou DUAS notas de R$2,00. Ei! Espera um pouco, vocês estão subestimando nossa inteligência? Tá na cara que esta troca está sendo totalmente desproporcional.

As mães e pais blogueiros são formadores de opinião, por isso a divulgação "boca a boca" é muito forte, é mais fácil convencer alguém porque uma pessoa disse que experimentou e comprovou que é bom do que às vezes se convencer em um comercial passado na TV, por exemplo.

Quantas pessoas já fiz comprar um chip de uma determinada operadora de telefonia móvel e o comercial não havia convencido nenhuma delas que realmente era um bom negócio? Assim somos nós pais nesse mundo imenso e sem fim que é de assuntos intermináveis sobre a maternidade. Tantas experiências são trocadas, às vezes falam-se várias vezes sobre as mesmas coisas mas de forma diferente e no final todas acabam fazendo sentido e tudo é bem recebido.

Por não existir uma regra, percebo que algumas empresas estão querendo usar este canal de comunicação (importantíssimo) de uma maneira desleal. "Fale sobre meu produto ou serviço e em troca te dou um brinde, ou você se sentirá importante só porque colocaremos o nome do seu blog e assim atrairá novos seguidores ou algo do tipo".

Podemos ser nós mesmos, neste mundo imenso que eu disse sempre existirá alguém que terá afinidade com o que você diz ou faz, fará com que ele visite seu blog e passe a te seguir, sem apelação nenhuma e sem ter que deixar de ser você mesmo.

Detalhe: o que falo aqui é sobre publicidade e propaganda, por favor, não confundam com a relação que existem entre os blogs com os sites que unem toda a blogosfera materna e que fazem um ótimo trabalho a divulgando nossos posts.

É claro que é muito legal quando uma empresa trabalha em parceria com um blog dando o devido valor. Nosso país é capitalista e para mim não tem essa de procurar um determinado blog querendo fazer a cabeça da pessoa que o mundo faz de conta é o que importa. Vai muito além da divulgação, trata-se de Valorização em ambas as partes.

Quando decidi ser blogueira nunca imaginava que ia amar tanto compartilhar o meu dia a dia e aprender tanto com vocês. As dicas que dou de produtos e serviços são de livre e espontânea vontade de ajudar (motivo da criação do blog).

Um recado: empresas, eu sou o que sou , amo o que faço e está bom assim. Pode ser diferente, mas desde que seja para melhor, e vou começar me valorizando.

Sei que as empresas sérias não vão se incomodar com o que eu disse (e ainda acho que não disse tudo...).

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Hoje é o dia dela!!


Mããããe parabéns, muitos e muitos anos de vida! Agradeço a Deus por você existir, pois é claro que sem você e o papis eu não existiria, não ia existir também a minha inspiração, não existira essa parte da felicidade que dividimos.

*"Feche a porta do seu quarto, porque se toca o telefone pode ser alguém com quem você quer falar, por horas e horas e horas...". Você é a pessoa que eu faço isso todos os dias, ou melhor, várias vezes ao dia e é um imenso prazer ter você como amiga para desabafos, comemorações, alegrias e para tudo na verdade.

Você merece esta homenagem! Eu te amo muito!

Pai eu te amo muito também.

*Trecho da música: Eu sei - Legião Urbana

Parece que foi ontem...


Hoje, exatamente hoje está fazendo um ano que tomei uma das decisões mais importantes da minha vida (como sempre venho falando para vocês), é que foi tão bom que eu fico lembrando a todo o momento. Não podia deixar passar batido, uma vez que a minha filha filha foi minha inspiração para que toda essa mudança acontecesse.

Quando o meu GO me deu o atestado de licença-maternidade, apesar que não estava aguentando mais trabalhar pelo peso da barriga, por estar completando 38 semanas naquela semana, eu fiquei um pouco chateada, pois teoricamente faltavam 15 dias para a data do parto, ou seja, teria que voltar 15 antes.

Para minha surpresa eu tive minha filha dois dias depois do dia do atestado. Sobre meu parto eu já contei aqui e fico feliz cada vez que lembro de como tudo aconteceu. Bem, os meses da licença se passaram eu tirei mais um mês de férias e começou o meu dilema.

Não moro perto da minha mãe e sei que se ela pudesse ela faria questão de ficar com minha filha, então tive que descartar a ideia de deixar com ela. Faltando algumas semanas para voltar a trabalhar eu encontrei uma escolinha perto da minha casa (apesar que eu trabalhava muito longe, meu marido ficou encarregado de levar e buscar).

O primeiro dia de "teste" foi horrível, deixei-a na escolinha e voltei chorando de soluçar, não me conformava que tinha que me separar da minha pituquinha (5 meses na época). Deixei lá durante meio período, quando voltei (com olhos inchados), peguei a minha filha, perguntei para as tias como ela passou lá, me responderam que passou bem, ficou feliz e boazinha. Mas indo embora, no caminho ela soluçava no meu colo (imagina se ela não estivesse feliz?). Aquilo me doeu mais ainda.

Eu e meu marido nos convencemos que seria bom, que iríamos nos adaptar...mas durante um mês que deixamos na escolinha aconteceu de tudo. A minha história foi o seguinte: colocando na balança meu serviço e minha filha, além do peso natural que é toda a mudança quando nos tornamos pais, meu sacrifício pela empresa não valia a pena. Foi quando acabou dando tudo certo e saí de lá.

Hoje, fazendo um balanço de tudo que tem acontecido de um ano pra cá, não posso deixar de agradecer a Deus pela oportunidade que me deu de participar do desenvolvimento dela e de comemorar cada coisinha maravilhosa que vi.

Eu sei não só eu, mas toda a mãe que sempre trabalhou passa por esse dilema. Sei também que toda a mãe que precisou voltar por necessidade fala que se pudesse escolher com certeza ficaria com seus filhos também. Estou falando de mãe de verdade, aquela que não escolheu deixar os filhos com alguém ou na escolinha pelo simples motivo de terceirizar a educação e o amor.

Mamães, um conselho: não se sintam culpadas porque precisaram voltar a trabalhar e deixar seus filhos, quando a necessidade falou mais alto. Não se cobrem e não cubra esta falta com coisas do tipo: deixando fazer tudo, dando tudo, cedendo em tudo como forma de compensar a sua ausência, pois acredito que com certeza eles crescerão entendendo porque você precisou tomar esta decisão. Com minha mãe foi assim e tenho consciência da decisão dela na época.

E quem tem a oportunidade, tem condições, aproveite, pois é único!

Tatá eu te amo!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...