quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Alguém pode dar lugar?


Com certeza você já deve ter ouvido esta frase a seu favor ou à favor de alguém e temos cada história para contar né? Algumas bem e outras mal educadas. Durante a minha gravidez eu presenciei cada coisa que posso dizer que às vezes juntava a sensibilidade com certas atitudes que eu chegava a chorar.

Eu me lembro que antes de engravidar eu dizia para mim mesma e para outras pessoas que quando me tornasse mãe não teria essa de não me dar lugar. Enchia a boca para dizer que pediria e que a pessoa teria que sair de qualquer maneira. Afinal eu estaria gestante e seria preferencial nos ônibus, filas, etc.

Mas é impressionante como nosso pensamento muda a partir do momento em que descobrimos que estamos grávidas. Nosso modo de agir, comportamento, enfim, tudo muda. O que era só para nós acaba sendo para a pessoinha que estamos levando dentro de nós. Queremos proteger, cuidar e evitar que alguma mal aconteça.

Então o que era coragem aos poucos foi se transformando em receio. Vou explicar porque: de início eu entrava na conduções lotadérrimas e solicitava lugar, alguns davam numa boa, mas com o tempo passei a lidar com cada ser.

Os lugares preferenciais existem, e as pessoas simplesmente sentam, dormem ou fingem que estão dormindo na maior cara de pau. Tá certo que na ausência do preferencial o assento é livre, mas quando tem a pessoa, a palavrinha "educação" deveria tocar como um sinal na consciência e fazer com que ela tome a atitude que todos esperam: a de ceder o lugar quando necessário (quase obrigatório).

A coisa é tão séria que precisou virar lei, porque a educação em si não tem sido suficiente. Uma vez uma mulher disse que só levantaria se eu estivesse com mais de seis meses e minha barriga não estava aparentando. Virou para o canto e continuou "dormindo", uma outra pessoa levantou e cedeu o lugar, mas estress tinha sido tão grande que chorei muito durante a viagem. E quando dizem que gravidez não é doença? Fora outros comentários mal educados que costumam dar.

Outra vez todos os bancos preferenciais do ônibus (sem brincadeira) estava ocupados por idosos, uma pessoa que estava em pé ao meu lado gritou: "Alguém pode dar lugar para a grávida??". Então alguém respondeu lá no fundo: "O assento preferencial é aí na frente, e onde estou sentado não sou obrigado a levantar." Levantou uma discussão tão grande naquele dia, tudo por minha causa, me senti um cego no meio de um tiroteio, até que um idoso me deu o lugar (tadinho).

Depois destes e outros episódios parei de pedir, porque quando a gente é mãe, começa a passar coisas pela nossa cabeça de alguém querer fazer algum mal com a gente ou com a nossa barriga. Deus me perdoe, mas hoje é difícil confiar em alguém ou achar que alguém não possa fazer algum mal.

Eu que ando bastante de ônibus, metrô, trem, percebi que entre gravidez e andar com criança de colo, tenho sido mais respeitada na segunda opção. Mas o que quero chamar atenção é o tamanho da falta de educação e respeito que infelizmente tem crescido de uma maneira assustadora.

E então? Vamos fazer a diferença?

4 comentários:

  1. Nosso instinto de auto-preservação fica mais evidente porque sabemos que tem uma pessoa que realmente precisa de nós não é? Ficamos mais prudentes porque já não vivemos só para nós.

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  2. Amiga, passei por um estresse hoje! No trem lotado, quando entrei no trem, instantaneamente algumas pessoas que estavam sentadas em minha frente dormiram! Acho que tinha sonífero no ar!!! Não pedi lugar pra ninguém, mas essas atitudes me irritam tanto, que fiquei até vermelha de raiva! Algumas pessoas ao me redor diziam para eu pedir lugar, mas prefiro acredito que aqueles jovens precisavam mais do que eu, e que um dia estarão numa situação parecida... Parece crime gente você ficar grávida e pegar condução... me sinto até mal... um horror!

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  3. Oieee,

    Super bem colocada esta questão!
    Qdo estava grávida do Pedro, estava na fila preferencial do banco e uns idosos começaram a reclamar pq eu estava ali, daí um outro disse: mas ela está grávida e a outra respondeu: gravidez não é doença! MAs velhice é né?? Ahammm...
    Depois, na gravidez da Catarina, entrei no banco e pra não passar pela mesma situação, peguei a fila comum, de repente comecei a passar mal, ficou tudo preto, achei q ia desmaiar, um moço me segurou e só aí o gerente veio e disse que eu tinha q ser atendida no preferencial!
    Depois disso virei boca dura e ignorante, pegava a fila preferencial, a vaga preferencial, o assento preferencial e se alguem disesse alguma coisa eu ja tinha uma boa resposta!!!
    Odeio falta de respeito!!

    Bjos,

    Loreta#amigacomenta;)
    @bagagemdemae

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  4. As vezes as pessoas se preocupam qdo passam por as situações. Vim te conhecer!!!! Cris

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