sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Lendo um livro: minha primeira experiência


Se comecei tarde ou não sinceramente eu não sei, mas hoje eu li pela primeira vez um livro para minha filha. Sempre tive minhas dúvidas quanto ao tempo certo para ler. Costumam aconselhar que o mais certo é quando a mulher ainda está grávida. Mas posso dar o meu pitaco? Amo ler e tenho sentido falta disso, mas na gravidez minha cultura principal era dormir e comer.

Dia 21/10 ela completou 1 ano e 6 meses de (presença na minha) vida, e sempre achei que ela fosse 1 mês atrasada com relação ao que costumo ler sobre desenvolvimento. Mas é claaaro que isso não me encanava e nem me encana. Mas na minha cabeça e até já tentei meses atrás ler algo para ela, mas sem sucesso. Pensei então deixar para depois dos 2 anos dela.

Como essa semana eu recebi os livros da Coleção Itaú de livros infantis, me empolguei, me bateu uma curiosidade de como seria o comportamento dela quando eu começasse a ler. Você que é mãe e pai entende, que qualquer coisa nova que acontece com nossos filhos é motivo de gravação, fotos, diários, qualquer coisa que possamos guardar para sempre aquele momento sempre considerado especial.

Por recomendação de uma amiga mãe, eu li para ela o livro Adivinha quanto te amo. A história é uma graça. Já imaginou tentar encontrar algo imenso que pudesse medir o quanto o filho ama os pais e vice-versa? O livro conta como!

A minha experiência lendo pela primeira vez foi ótima! Eu achando que ela não ia prestar atenção ou ia sair e me deixar falando sozinha, mas a reação foi outra, diferente de como imaginava. Gostei tanto que li pela segunda vez e gravei! Isso me motivou a continuar de agora em diante.

Na verdade achei super engraçado. Ouça a gravação que fiz questão de compartilhar.



Por favor, não liguem para a minha voz!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Alguém pode dar lugar?


Com certeza você já deve ter ouvido esta frase a seu favor ou à favor de alguém e temos cada história para contar né? Algumas bem e outras mal educadas. Durante a minha gravidez eu presenciei cada coisa que posso dizer que às vezes juntava a sensibilidade com certas atitudes que eu chegava a chorar.

Eu me lembro que antes de engravidar eu dizia para mim mesma e para outras pessoas que quando me tornasse mãe não teria essa de não me dar lugar. Enchia a boca para dizer que pediria e que a pessoa teria que sair de qualquer maneira. Afinal eu estaria gestante e seria preferencial nos ônibus, filas, etc.

Mas é impressionante como nosso pensamento muda a partir do momento em que descobrimos que estamos grávidas. Nosso modo de agir, comportamento, enfim, tudo muda. O que era só para nós acaba sendo para a pessoinha que estamos levando dentro de nós. Queremos proteger, cuidar e evitar que alguma mal aconteça.

Então o que era coragem aos poucos foi se transformando em receio. Vou explicar porque: de início eu entrava na conduções lotadérrimas e solicitava lugar, alguns davam numa boa, mas com o tempo passei a lidar com cada ser.

Os lugares preferenciais existem, e as pessoas simplesmente sentam, dormem ou fingem que estão dormindo na maior cara de pau. Tá certo que na ausência do preferencial o assento é livre, mas quando tem a pessoa, a palavrinha "educação" deveria tocar como um sinal na consciência e fazer com que ela tome a atitude que todos esperam: a de ceder o lugar quando necessário (quase obrigatório).

A coisa é tão séria que precisou virar lei, porque a educação em si não tem sido suficiente. Uma vez uma mulher disse que só levantaria se eu estivesse com mais de seis meses e minha barriga não estava aparentando. Virou para o canto e continuou "dormindo", uma outra pessoa levantou e cedeu o lugar, mas estress tinha sido tão grande que chorei muito durante a viagem. E quando dizem que gravidez não é doença? Fora outros comentários mal educados que costumam dar.

Outra vez todos os bancos preferenciais do ônibus (sem brincadeira) estava ocupados por idosos, uma pessoa que estava em pé ao meu lado gritou: "Alguém pode dar lugar para a grávida??". Então alguém respondeu lá no fundo: "O assento preferencial é aí na frente, e onde estou sentado não sou obrigado a levantar." Levantou uma discussão tão grande naquele dia, tudo por minha causa, me senti um cego no meio de um tiroteio, até que um idoso me deu o lugar (tadinho).

Depois destes e outros episódios parei de pedir, porque quando a gente é mãe, começa a passar coisas pela nossa cabeça de alguém querer fazer algum mal com a gente ou com a nossa barriga. Deus me perdoe, mas hoje é difícil confiar em alguém ou achar que alguém não possa fazer algum mal.

Eu que ando bastante de ônibus, metrô, trem, percebi que entre gravidez e andar com criança de colo, tenho sido mais respeitada na segunda opção. Mas o que quero chamar atenção é o tamanho da falta de educação e respeito que infelizmente tem crescido de uma maneira assustadora.

E então? Vamos fazer a diferença?

sábado, 15 de outubro de 2011

Parabéns Professores, vocês merecem!


Bem, assim como o Dia das Mães, Dia dos Pais, para mim todo o dia é Dia do Professor. Não posso terminar este dia sem agradecer a todos aqueles que fizeram parte da minha vida, e não estou exagerando.

Como não agradecer as pessoas que dedicaram todo o seu trabalho, carinho, esforço para que eu pudesse estar aqui hoje? Estar aqui no blog é uma prova disso! A educação vem de casa? Sem dúvida nenhuma! Mas na minha opinião a escola está em segundo lugar, como lugar para abrir os horizontes, lugar que aos poucos nos faz enxergar que temos asas.

Sabe aquela sensação que toda mãe tem quando vai deixar o filho pela primeira vez na escolinha? Pois é, estamos abrindo as nossas asas para deixá-lo descobrir que ele também pode criar as suas próprias asas, e acredito sim que é na escola que irá descobrir e com a ajuda de um professor.

Sei que não é só eu a pessoa indignada como o professor tem sido tratado de uns tempos pra cá. Alguns são desvalorizados, não são reconhecidos e infelizmente não estão sendo respeitados. Isto precisa mudar! Depende de cada um de nós pais colocar a sementinha do "Respeito" no coração dos nossos filhos.

Professores, parabéns pela dedicação, persistência e coragem!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Entra por um ouvido...tolerância "0"

...e sai pelo outro!

É assim que acontece no nosso dia a dia, quando simplesmente ouvimos coisas que "não tem nada a ver": filtramos, e o que não serve jogamos fora. Falando sobre maternidade, desde o momento que engravidamos, passamos a ouvir cada coisa que, quem é mãe sabe exatamente o que estou dizendo. Lá vai alguns exemplos:

Na gravidez:
  • nossa como você engordou!
  • barriga redonda: é menina (nasceu um menino)
  • barriga pontuda: é menino (nasceu uma menina)
  • seu pé tá parecendo um pão francês
  • tá enjoando? É cabeludo(a)
  • já sentiu desejo estranho tipo comer sorvete com tijolo raspado?
  • você está andando como uma pata
  • você quer? (eu dizia que não queria, mas saía na hora pra comprar um igual e comia escondido)
  • nem tá aparecendo a barriga
  • comeu melancia (tolerância 0)
  • você quer menino ou menina?
  • vai ser: menino! ou menina! (falam como se fossem videntes)
E quando aparece um "ser" para contar alguma desgraça relacionado a mãe e filho? E ainda diz: calma que não é com você...

Depois da gravidez então:
  • dá um chazinho de erva-doce ou camomila, ele(a) vai dormir e não vai sentir cólicas (mentiiiira)
  • quando ele(a) tiver com uns 4 meses dá papinha pra ele(a)
  • dá água pra ele(a) tadinho(a) deve sentir sede
  • nossa você só dá leite
  • tá dormindo a noite toda? Não? Hahahaha
  • não faz isso, faz aquilo, mas assim está errado...
Haja paciência para tanto blá blá blá! E quando tem aquelas pessoas que acham que você não é boa mãe para seu filho? Quando acham que você não sabe cuidar direito? Se é gordinho é porque você está enchendo de comida! Se é magrinho é porque você não está dando comida direito! Poxa vida, cansada, sem dormir direito, tentando descobrir segundo pós segundo como é cuidar de um bebê recém-chegado, dores nos cortes, nos bicos dos seios e ainda ter que ouvir tanta besteira!

Vai um conselho porque não dá para responder com grosseria o tempo todo. Às vezes a pessoa nem tem intenção de te irritar e você corre o risco de precisar dela a qualquer momento. Então, quando vier alguém falando alguma coisa e você sentiu que passou dos limites, diga que vai fazer o que ela disse (e não faça)! Existem algumas pessoas que dá pra gente contar fielmente, mas ignore aquelas que só atrapalham! 

Ah! Lembrei de um caso que aconteceu comigo: tem uma mulher que não fala comigo e quando me vê passando na rua com a Tatá, fica chamando a minha filha, fica mexendo com ela e ainda passa recados para ela falar comigo!...(sem comentários né?) Pode respirar fundo, porque eu já enchi meus pulmões e já larguei pra lá!

Tenhamos paciência!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Blogagem Coletiva - COMO ERA SER CRIANÇA NA MINHA INFÂNCIA


Oba, um assunto bem divertido para mim! Falar sobre a minha infância. Por isso decidi participar desta Blogagem Coletiva, organizada pela Ingrid Strelow do blog Desconstruindo a Mãe.

Graças a Deus não posso reclamar da minha infância. Tinha as festinhas do meu aniversário e a festinhas que era convidada. Gostava de pegar os docinhos da mesa, de colocar o chapéuzinho, de ficar assoprando língua-de-sogra e guardava para usar por vários dias. 


Gostava das reuniões de revistas como a Tupperware, minha mãe me levava e eu participava da parte principal que era comer os lanches. Quando dormia na casa da minha prima ou amiga, ou elas na minha, ficávamos conversando e só íamos dormir às 06h00 do dia seguinte, pois ficávamos contando histórias, ríamos até doer a barriga ou chorávamos até inchar os olhos.


Gostava dos aniversários em que tinha que quebrar ovo na cabeça do aniversariante. Brincava de pega-pega, esconde-esconde, queima. Como tenho irmão, brincava com ele e com os amigos dele de rodar pião, bolinhas de gude, pipa (e tinha o apoio e torcida dele). 


Aos domingos eu saía pela rua com as amigas para andar de bicicleta (não para fazer ginástica, mas por diversão mesmo), e era uma época que não tínhamos medo, pois não tinha tanto perigo com acidentes ou assaltos (maldades em geral).


Pulava muro para brincar com a vizinha, uma pedia para a mãe da outra. Gostava dos desenhos que passava na época (ainda os desenhos tinha pessoas) e hoje só tem monstros, pessoas desconfiguradas, mutiladas.


Era bom acordar, tinha café da manhã me esperando, ajudava a mãe em uma coisa ou outra, assistia desenho, sessão da tarde, brincava, tinha janta pronta e depois ia dormir (só isso e mais nada). No frio minha mãe me enrolava na  coberta para não me descobrir durante a noite. Quando tinha pesadelos ia até quarto dos meus pais pedindo para dormir no meio deles. Dormia mas quando acordava estava na minha cama de novo. 


À noite eu A-M-A-V-A deitar nas costas do meu pai enquanto ele "assistia" o Jornal Nacional (na verdade já estava dormindo). Eu pegava no sono e ele me colocava na cama...me deu vontade de chorar...que época gostosa...


Eu não gostava de apanhar, mas fazer o quê se eu fazia malcriação? Era uma época em que os pais podiam dar uns petelecos e não era presos por estarem ensinando o que era certo para nós filhos.


Tenho muitas coisas para contar, mas essas foram as que mais marcaram na minha vida e lembro como se fosse hoje. Só tenho que agradecer os meus pais...


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Eu não slinguei, mas...







...usei o canguru.

Eu ganhei de uma colega minha e comecei a usar desde quando ela completou 2 meses de vida. Como meu marido trabalha com o carro, eu precisava sair de casa para resolver algumas coisas, colocava minha filha no canguru e ia embora.

Na foto da mãe usando o canguru, quando a criança ainda é bem novinha e bem "molinha", deve ser usado com ela de frente para o seu corpo. A base que está nas costas do bebê vem um suporte interno para segurar o pescoço. Quando a criança já está "durinha, na fase em que começa a sentar, ela fica de costas para seu corpo. Eu li que como esta fase ela se interessa por movimentos, isto ajuda a observar tudo a sua volta. Mas nada impede que você coloque-a de frente para você.

Eu li também que o canguru não é tão confortável para a criança, uma vez que força o corpinho dela todo para a parte do bumbum. Vou ser sincera: isto depende mais dela querer ficar. A minha por exemplo gostava e gosta até hoje. Quando ela vê o canguru fica tentando entrar, e depois de várias tentativas sem sucesso, ela traz para mim pedindo para colocar, e é claro que eu coloco (em casa apenas) para matar a saudade da época que dava para sair com ela desta maneira. E usei para sair até os 11 meses.

Para quem anda a pé por aí, sai de ônibus, metrô, etc., ele é ótimo porque suas mãos ficam livres ou então usa uma delas para apoiar embaixo da criança para não forçar tanto para baixo, mas não existe a preocupação caso precise soltar, pois ela está bem segura e presa junto ao seu corpo.

Agora o que está em alta é o sling, que também traz muitos benefícios ao bebê, acho que mais que o canguru até. A visão que tenho é que parece ser mais aconchegante e seguro para ele, principalmente por ter acabado de nascer. E esta visão se torna mais certa quando leio reportagens com mães dando depoimentos do quanto é bom utilizar o sling.

Uma coisa eu tenho que confessar: eu gostaria muito de ter usado o sling. Fico pensando que como gostei muito do ganguru, o sling seria melhor ainda. Para usá-lo dentro de casa também alivia os braços, substituindo o colo (mas não muito), gostoso mesmo é senti-lo bem pertinho da gente.

Para você mamãe que está grávida (particularmente) recomendo os dois e a escolha é sua!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Sinéquia...você já ouviu falar?


Mãe de meninas: vale a pena saber o que isso significa!

Particularmente não queria muito publicar isto, por se tratar de um assunto íntimo e infelizmente existem muitas pessoas com má intenção. Ao mesmo tempo sei que vale a pena dividir esta informação com outras mães que já passaram por isso ou então pode vir a passar e lembrar do que foi dito aqui um dia. Vou tentar ser menos detalhista possível com relação a minha filha. Por se tratar de um assunto clínico, precisarei da ajuda de um site que possa explicar melhor.

Há mais ou menos um mês ao trocar as fraldas da minha filha ou depois do banho que tenho percebido uma parte interna da região genital dela grudada (esta é a palavra mais adequada). A parte do xixi ela faz normalmente e não reclama de dor ou incômodo para nada. Como já tinha marcado a consulta dela de rotina com a Pediatra, fiquei mais tranquila em saber que poderia tirar minhas dúvidas.

Na última terça-feira, dia da consulta, ela examinou e confirmou que realmente estava fechada. Na hora bateu uma preocupação e comecei a enchê-la de perguntas e ela me respondia:

  • "Isso é normal?" - "É sim, não precisa se preocupar"
  • "Mas ela sente algum incômodo?" - "Não, ela não sente nada"
  • "Mas porque isso aconteceu? Culpa minha na hora da higiene?" - "Não é culpa sua, costuma acontecer isso em meninas até no início da adolescência"
  • "O que pode ser feito para desgrudar?" - "Eu vou te passar uma pomada e durante tantos dias e tantas vezes por dia você passa e vai separando ao mesmo tempo."
  • "Vai doer nela?" - "Não dói não, para você não se preocupar é parecido com a fimose em meninos"
No mesmo dia comprei a pomada e estou usando nela. Vou te contar, pra gente que é mãe ter que fazer isso é muito estranho, apesar da Pediatra ter dito que é comum e indolor. Para você ter ideia, a sensação é como no momento em que você vai levar a criança para tomar vacina. Dói na gente. Mas se é para ajudar é melhor guardar o coração e o medo na gaveta!

Pesquisando no Google, encontrei o nome disto, chama-se Sinéquia e encontrei informações que, além da Pediatra, me ajudou a ficar mais tranquila.

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