terça-feira, 27 de setembro de 2011

Medo e Confiança


É normal termos medo de alguma coisa, somos seres humanos feitos de carne e osso e principalmente com um coração batendo, dando-nos sinal de vida e de muitos sentimentos dentro dele. Às vezes eu acabo me convencendo que desde que o mundo é mundo ele sempre foi o mesmo, com relação as pessoas, animais, natureza, etc. É que quando falamos sobre alguma coisa do momento sempre deixamos claro sobre o "mundo de hoje", devido as facilidades dos meios de comunicação temos acesso às diversas coisas, seja ela boa ou ruim, e acho que o que diferencia dos tempos passados é isso, as notícias chegavam depois de muito tempo, isso quando chegavam.

Eu quero falar do medo que infelizmente nos rodeia, aquele pré-maternidade e os vários que surgem no pós-maternidade e somando tudo, perdemos a conta na hora de buscar o resultado. A violência, falsidade, falta de amor, arrogância, maldade e agora pessoas que tem surgido no mundo virtual se passando por outra (pra fazer coisa boa que não é), até porque quem tem bom caráter não precisa mudar de personalidade. É tanta coisa ruim tem surgido que até esqueço que desde que o mundo é mundo isso sempre existiu. 

Falando um pouco sobre a pós-maternidade, eu fico impressionada o quanto o medo aumenta nesta fase. A sensação que tenho é que minha mente se tornou um depósito de cenas de cinema (não que eu tenha tido tempo para assistir), mas hoje tudo que aconteça que tenha minha filha no meio eu paro e fico imaginando várias coisas que podem acontecer ao redor e o que eu posso ir ajeitando para evitar.

Quando ainda bebês ficamos com a preocupação da morte súbita, ou então deles se engasgarem, se estão sentindo fome, ou passando frio, quando choram, mesmo que tenhamos que ficar firmes (às vezes), para não passarmos a tal da insegurança para eles, no fundo no fundo passa pela nossa cabeça que se choram é porque não é coisa boa.


Depois começam a engatinhar, a andar e cada fase é uma preocupação que surge e acho que ser mãe é assim: enquanto sentirmos que eles não estão preparados para seguirem sozinhos, não temos coragem de soltá-los (mesmo que um dia sejamos obrigados a fazer isto). Hoje eu passei em mais uma de várias experiências que tenho vivido depois que ela nasceu, que me encheu de insegurança, medo, sei lá.


Estava no supermercado com ela, e sempre coloco no carrinho que tem aquelas cadeirinhas embutidas, no final, estava dando uma volta no mercado enquanto aguardava o marido chegar, coloquei-a um pouquinho no chão para "esticar as pernas". Ela saiu "se achado" pelo corredor, me dava até tiauzinho. Numa dessas eu dei tiau também e me escondi atrás das "araras" e quando saí....cadê ela???


Andei de um lado para o outro procurando por ela e nada. (Tinha me esquecido de um detalhe muito importante: o tamanho dela me impedia de encontrá-la com mais facilidade). Meu coração apertou e meus passos viraram corridas até que as vozes dela me ajudaram a ir até onde ela estava, ufa!). Agora tentem imaginar a cena e imaginem o milhão de coisas que começaram a passar pela minha cabeça! (Meio neurótica né?). 
Peguei-a no colo, abracei e beijei e coloquei de volta na cadeirinha. Agora escrevendo este post deu para imaginar como minha mãe se sentia quando eu e meu irmão sumíamos da vista dela...

Mas o que a confiança lá no título tem a ver com este post? Os medos são muitos e sinceramente nem quero detalhar aqui, porque cada um de nós já vivemos com ele e não faz sentido dividi-lo. Então prefiro passar diretamente para a palavra confiança.


Quando nos tornamos pais, nasce o instinto de proteção, falamos a palavra "cuidado" o tempo todo para nossos filhos e tantas outras atitudes com a finalidade de protegê-los das coisas que possam machucar, fazê-los sofrer ou chorar... (minha mãe disse que essa preocupação é para sempre). Só que por sermos simplesmente seres humanos às vezes tem coisas que escapam do nosso cuidado e aí só Deus para guardá-los. E Ele guarda.


Q
uero dizer que além da nossa responsabilidade diária, tem aquela mais importante que é pedir para Deus todos os dias que nos guarde e guarde nossos filhos. Amém!


*Imagem do Google

4 comentários:

  1. adoreiiiiiiiiii...não sou mãe ainda e quero muito , sei que tudo o que disse é de fato o que acontece com todas as mães ...
    Você disse tudo: o mais importante é confiar em Deus !!

    Parabéns pelo post

    te convido para conhecer http://vivianebragadini.blogspot.com

    bjos

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  2. Nossa... eu tenho medo demais! Quando Sophia cai e se machuca só penso... se sangrar não posso desmaiar...O que os outros vão falar?
    Ser mãe é viver preocupada e amedrontada... acho que não tem saída...
    Deus que nos proteja e ilumine! Amém!

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  3. Nossa Juliana, nem me fala em perder alguém de vista, pois meu filho mais velho era craque em sumir das nossas vistas e o pior.. ele não chorava! Já cheguei ficar 40 minutos procurando por ele, simplesmente desesperador! Agora com a minha caçulinha, minha cabeça é algo que não para. Ela pensa em tudo o que pode acontecer.. as vezes me sinto até neurótica, mas ser mãe é assim: A gente se transforma. É incrível esse dom que temos, não é mesmo? Adorei o post.

    Beijos a você e sua princesinha.

    Pathy Mamãe do Cauê e da Clara
    http://mammyemdosedupla.blogspot.com/

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  4. Xiiii....
    o medo é companheiro de toda mãe, mas acredito que devemos tomar cuidado com esse medo, pra não querer super proteger os filhos.
    'deixo' meu filho cair, não por querer, mas para ele aprender que pode levantar, que as coisas machucam, mas principalmente que tudo passa, e que eu e o pai semrpe estaremos perto dele pra ajuda-lo!
    Medo sempre vamos sentir, mas saber lidar com ele é um aprendizado!
    #amigacomenta

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