segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Desabafo sobre o Sexto Sentido

Imagem Google

A cada tempo que passa mais eu me convenço de que o sexto sentido de mãe (ou intuição mesmo) realmente existe. Dia após dia, convivendo com minha filha, conhecendo-a cada vez mais faz perceber o quanto isto é importante.

Eu estava na casa da minha mãe com a minha filha. Fui passar uns dias com ela pois tinha feito uma cirurgia e fiquei lá ajudando na recuperação. E que ajuda! Imagine a cena, eu cuidando da mãe pós-operada e da filha com 1 ano e 4 meses! Tudo bem, todas nós sobrevivemos!

Uma noite em que meus pais já tinham ido se deitar eu fui tomar meu banho e deixei a porta aberta para o meu "grudinho" ficar ali me vendo. Deixei o banheiro todo preparado para que onde ela estivesse não molhasse e assim evitar escorregões (coisas de mãe). Onde nossos filhos estão a gente sempre dá um giro 360º para ver o que pode ter de perigoso e assim "blindarmos" o local.

Até aí tranquilo, tomei rapidinho e fui cantando as musiquinhas que ela gosta mantendo-a distraída. Depois fui para o quarto, levei-a comigo e foi onde senti uma espécie de "bén bén bén", como um sinal de perigo à vista. Eu estava com o chinelo molhado e veio a preocupação:

1. eu poderia deixá-la no chão, mas correria o risco dela escorregar onde eu pisei e se machucar ou

2. eu a colocaria na cama, mas como ela está sapeca, aprendeu a ficar pulando na cama sem noção nenhuma, poderia bater a cabeça na parede ou em um dos pulos poderia até cair no chão.

Decidi deixá-la no chão mesmo, mas fiquei o tempo todo ainda com aquilo na cabeça, uma sensação estranha. E dentro de mim dizia: "mas está seguro deixar no chão mesmo? Fiquei em estado de alerta. Sabemos que criança nessa fase é peralta demais, a gente pisca ela está num canto, pisca de novo está em outro canto, pega uma coisa, pega outra e assim vai.

Não deu outra, um segundo que me virei para pegar um creme quando eu olhei para ver o que ela estava fazendo ela já estava escorregando onde eu tinha passado, bateu e cortou a sobrancelha na quina da cama (isso porque a quina era arredondada). Ela quis chorar, mas na hora procurei manter o controle peguei-a no colo e lá estava o corte começando a sangrar. Como eu acalmei logo no início ela parou de chorar e nem sentiu o que tinha acontecido. Então dentro de mim ficava me perguntando se tivesse deixado na cama teria sido diferente.

A gente que é mãe passa por essas situações o tempo todo. A gente se cobra por querer sempre o melhor em tudo para os nossos filhos. Fiquei com tanta dó, mas só não morri mesmo porque ela não fez escândalo. Bem na hora peguei gelo para não fazer "galo", lavei o local, assim parou de sangrar e graças a Deus ela ficou calminha.

Hoje já está cicatrizado, apesar da marquinha que ficou. Escrevendo isto me faz lembrar de tantas outras coisas que a intuição tentou me dizer, coisas que dei ouvido e deu certo e outras que eu deixei passar batido e depois fiquei me perguntando porque eu ignorei. Para variar sempre me cobrando para dar o melhor para minha filha, inclusive proteção.

3 comentários:

  1. Você falou tudo! Intuição de mãe é algo sei lá, divino! Eu também as vezes me pego nas minhas "paranóias" de mãe, mas vejo que não são paranóias e sim, preucauções não é mesmo?
    Esses dias, por não seguir minha intuição, deixei minha bebê cair do sofá e parece uma coisa, eu havia visualizado a queda, mas achei que isso não poderia acontecer, já que eu ia pegar a fralda (um pé aqui, outro lá). Graças a Deus, não aconteceu nada de grave, mas a gente fica mal, achando que poderia ter tido uma atitude diferente, né?

    Muita saúde para nossos bebezinhos!

    beijinhos

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  2. Estudando sobre casal e papel de cada um na relação, aprendemos um pouco sobre isso. Nós mulheres, somos o "radar do relacionamento". Isso diz respeito tanto aos filhos, quanto ao marido... Nas mais diversas situações somos alertadas e muitas vezes negligenciamos. Depois que descobri isso, nunca mais neguei meu radar e vivo bem assim!!!

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  3. Esse sexto-sentido, ou intuição, existem sim e são fortes e presentes durante toda a nossa vida, mas muitas vzs não damos crédito, não damos 'ouvidos', entretanto a maternidade nos faz aflorar este sentimento, ficamos mais alertas e passamos não só a 'ouvir' como a acreditar nestas sensações!

    Assim como aconteceu com Inaiá, depois que me convenci dos alertas em forma de intuição ou sexto-sentido passei a ouvir e não negligenciar mais!

    Que bom que a bonequinha não chorou e que já está com o dodói cicatrizado!

    bjs,

    CLáudia

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