terça-feira, 27 de setembro de 2011

Blogagem Coletiva "Mulher na Publicidade"


Hoje está acontecendo a Blogagem Coletiva falando sobre a "Mulher na Publicidade", promovida pela Silvia Azevedo com o apoio da Rede Mulher e Mãe. Para acessar o blog dela clique AQUI.

Confesso que não sabia sobre o que iria falar, mas lembrei de um comercial que me deixava indignada toda vez que passava na tv, então decidi que esse seria o momento de falar sobre ele. Trata-se da  propaganda de uma operadora de TV por assinatura onde a mulher é tratada como objeto (pelo menos esta é a minha visão). Para variar lá está a dona de casa à moda antiga (conhecida popularmente como Amélia): ajoelhada esfregando o chão, avental, vassoura, descabelada. O marido chega em casa ela corre para dar um abraço e ele simplesmente pega o controle remoto e liga a tv. E ainda mostra ele pensando que não via a hora de chegar em casa para assistir. Que coisa ridícula!

Toda vez que passava este comercial, eu procurava deixar prá lá, achava que eu estava sendo radical demais, mas aquilo me incomodava. E sempre dizia para meu marido: "nossa que comercial machista, como é que tem coragem de passar uma propaganda dessas e achar uma maravilha só porque tem uma mulher hiper, mega famosa representando o que na verdade não é?" Cheguei até pensar em entrar em contato com a empresa, mas não fiz isso. 

Não quero generalizar que toda publicidade que tenha mulher seja assim: "machista". Mas todas que lembrei retratam isto, principalmente quando é mulher na figura de mãe: lavadeira, passadeira, cozinheira, arrumadeira. E quando a mulher é negra então? Ela geralmente aparece nos comerciais de propaganda política, ou aqueles cujo assunto é social, pois eles tem sempre que mostrar as pessoas de periferia que e me parece que para eles nada melhor do que mostrar mulheres com a característica: negra, empregada doméstica, que viaja de ônibus 6 horas por dia.

Ai eu me pergunto: "quem coloca as diferenças na cabeça de quem?"

Propaganda de cabelo?? Um dia desses eu vi um em que a mulher negra reclamava que o cabelo estava um "fuá" e com um simples produto, de leão ela virou uma princesa. Mas há também algumas publicidades que valorizam a mulher, e a que vem na minha mente é a mais frequente, que são os de produtos de beleza.

Na minha visão a mulher se cobra demais, e a situação piora quando a cobrança vem por parte da sociedade e da mídia. Mas cabe a cada uma de nós fazer a diferença, fazer sempre aquilo que for melhor para si e sem essa de querer agradar a todos só porque a moda é agradar!

4 comentários:

  1. Oi Ju,

    Falou e disse!!
    A gente não pode "comprar" a idéia que estas propagandas estão querendo vender!!
    Aliás. hoje em dia, pra ser bem honesta, só assisto os programas para as crianças, pq o resto da tv é lixo puro!!

    Bjos!

    Loreta#amigacomenta;)

    @bagagemdemae
    www.bagagemdemae.com.br

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  2. Engraçado ler essa outra versão sobre o comercial. Eu sempre assisti e achava maior graça nele, pois qual homem largaria uma Gisele Bunchen pra ver TV? hehehe Mas analisando agora, todo homem tem uma em casa, eles simplesmente não dão valor, né??
    Beijos
    MaH

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  3. Oi amiga...Te ví lá no blog da Silvia Azevedo;
    Nossa,em cada post sobre o assunto,a gente para e pensa: De onde os publicitários tiram ,que as mulheres gostam desse tipo de anúncio??? Será que eles não perguntam pras mães,irmãs,esposas???? Cada coisa!!
    Esse comercial que vc citou,era ridiculo.
    bjos e adorei o seu cantinho.

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  4. Juliana, realmente se formos analisar cada comercial veremos muitos absurdos. Sim, eu acredito que eles exercem certa influência, principalmente em quem não tem opinião formada, em quem não debate sobre nossa realidade, nossa vida. Mas o que muitos não percebem e você citou bem, é ue NÓS temos o poder. Talvez não de obrigá-los a fazer comerciais menos preconceituosos ou sexistas. Mas nós temos o poder de mudar de canal ou de simplesmente desligar a TV. Temos o poder de não escolher aquela marca e de enviar um email para mostrar nossa insatisfação; mesmo que não nos respondam, alguém sempre lê. Imagina se cada pessoa se expressasse mais e melhor? Se mais gente pensasse e não apenas aceitasse tudo o que nos oferecem? Poderia ser diferente...

    P.S.: Obrigada pela participação na blogagem coletiva!

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