sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Admito que já reparei sim!




Eu admito que antes de ser mãe eu...
  • reparava uma criança aos berros em algum local público, e me perguntava porque os pais dela não conseguiam dar jeito e porque não davam uns petelecos

  • reparava uma criança pedindo o que outra pessoa estava comendo, e me perguntava porque os pais dela não deram de comer

  • reparava uma criança achando que estava sozinha em algum local e aproveitava para mexer nas coisas, sem saber que estava sendo observada, e eu me perguntava se os pais não ensinaram que não podia mexer em nada que é dos outros

  • reparava uma criança faladeira e que entrava no meio de conversas e eu me perguntava se os pais não ensinaram que em conversa de adulto criança não entra

  • reparava uma criança soltando uns gritinhos bem agudos na igreja e eu me perguntava porque a mãe dela não dava jeito
São tantas as coisas que eu reparei e que na época não tinha ideia que hoje pudesse passar toda essa situação, até porque NÃO sendo mãe fica totalmente difícil ter noção. É simples ver os filhos dos outros tendo esse tipo de comportamento e logo julgar as crianças e seus pais. Eu quero dar ênfase mais para o lado "engraçado", pois sabemos cada família tem a sua forma, cultura na criação dos filhos.

Hoje a cada tempo que passa minha filha vai crescendo eu vou me convencendo que tudo que reparei um dia no filho dos outros tem acontecido comigo. Antes de ser mãe pensava que era simples, conversar, dizer o que pode e o que não pode, e hoje tenho percebido que, primeiro: minha filha ainda não fala "português fluente", então não dá para ter um diálogo claro; segundo: comecei a ler sobre o assunto e percebi que crianças na idade da minha (1 ano e 4 meses) e que passa por esse tipo de comportamento não se trata de falta de educação e sim de  uma fase.

Tenho total consciência de que é minha a responsabilidade de educá-la, ajudá-la a ter bons comportamentos, impor limites, dizer NÃO na hora certa. Isto é importantíssimo! Mas quando vejo alguma atitude dela que me faça lembrar o que observei em filhos de outros pais eu no fundo no fundo eu acho engraçado e logo vem a frase na minha cabeça: "tá vendo, foi reparar o filhos dos outros agora é sua vez!"

Um dos comportamentos que mais chamam a atenção é a birra. Lidar com ela é preciso de muito amor, paciência, carinho, porque na hora do "show" o nosso sangue começa a ferver de uma maneira tão intensa como se estivesse dentro de uma panela de pressão, você tenta conversar, explicar e a criança só quer saber de fazer escândalo. Quem já passou por isso sabe o que estou dizendo e quem (ainda) não passou vai se lembrar disso e ainda assim, amor deve prevalecer!

Respire fundo, se houver público assistindo, finja que aquilo não está acontecendo com você, nem olhe para eles. E esteja preparada para uma resposta caso alguém queira se intrometer ou te julgar! (É brincadeira, mas fica a dica).

Com tudo isso que tenho passado aprendi que a percepção é completamente diferente de quem é mãe e de quem não é. Aprendi que é uma fase que passa com amor, carinho, paciência, educação e limites. Aprendi também que reparar o filho dos outros mais cedo ou mais tarde seu filho vai fazer o mesmo.

5 comentários:

  1. Olá linda , adorei seu blog .. muito fofooooooooooooooooooooo !!! se puder fazer uma visitinha e ser seguidoras em nosso blog ficaremos muito felizes , beijos ♥

    http://bebegui-s2.blogspot.com/

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  2. Eu reparava a mesma coisa em outras crianças e hoje me pego perdendo o controle da situação com a minha filha... é muito frustrante mas temos que ter paciência que tudo vai dar certo.
    Sorte aí!

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  3. Olá... Acabei de conhecer o blog... Que gracinha.. :)
    Como dizia a minha mãe, não repara que paga a língua... Também admito que muita coisa já reparei e espero não pagar a língua...kkkk

    Passa pra conhecer meu mundinho.
    carol-damasceno.blogspot.com

    Beijos

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  4. Olá, lendo o seu post, percebi que antes de ter filhos, também pensava a mesma coisa e ficava indignada quando via crianças fazendo birra, chorando sem parar, gritando, etc, etc. Depois percebi que toda criança um dia vai fazer isso e cabe a nós, pais, administrar a situação. Seria tão fácil, se nossos bebês viessem com manual de instrução, né? Mas se tudo fosse tão óbvio, que graça teria?
    Você falou tudo, que o amor é o principal para tentar resolver qualquer coisa e é fato.

    O meu filho mais velho, também teve sua "fase rebeldia", mas depois passou..rs

    Beijos a você a sua pequena!

    Pathy, Mamãe do Cauê e da Clara
    http://mammyemdosedupla.blogspot.com/

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  5. Muito bacana, Juliana, principalmente pela sinceridade.
    Beijos,
    Marusia

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