quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Resultado Opiniblog



Hoje eu vi o resultado do OpiniBlog e gostei bastante dos resultados. Achei muito pouco o número de avaliações, mas admito também que não divulguei tanto.

Deixando a quantidade de lado e olhando para a qualidade, recebi por email dicas bastante construtivas e que vale a pena colocá-las em prática!

Quem quiser ver o resultado acesse o link do Blog do Clube das Mães e Pais Blogueiros.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Agradecimento



No mês passado fiz um post fazendo um pedido de oração pelas filhinhas de um casal de amigos, que nasceram prematuras e que precisaram ficar internadas até conseguirem peso suficiente e conseguirem amamentar.

Pois então, dia 06 deste mês elas receberam alta e já estão em casa.

Tenho certeza de que Deus ouviu nossas orações.

Em nome dos pais dessas florzinhas quero agradecer de coração!

Mar de rosas, mas com espinhos


Mar de rosas sim, sempre tenho dito sobre o quanto é bom ser mãe, tenho feito as minhas declarações de amor pela minha filha. Isto sem dúvida foi uma das melhores coisas que Deus fez na minha vida e agradeço Ele por tudo!

Mas mar de rosas sem espinhos? Nunca vi pessoas (conhecidas) darem valor ao passarem por alguma situação com facilidade. Os espinhos vêm (trazem choro, cansaço, tristeza), mas as rosas (boas da vida) vêm para trazerem felicidade e para serem valorizadas.

Deixando a filosofia de lado e voltando para a maternidade, nosso dia a dia realmente não é fácil. Hoje vou falar dos "espinhos", das coisas que também fazem parte e que devemos compartilhar, afinal, é uma realidade que não pode ser tratada como ponto negativo, principalmente para quem decide ter filhos.

Lá no comecinho, quando eles nascem enfrentamos dificuldades mais fenomenais de nossas vidas, além de não sabermos de nada (no sentido de nunca termos tido filhos antes). Vou descrever em tópicos:
  • Nosso sono nunca mais será o mesmo: talvez daqui uns 30 ou 40 anos eu acho. Mesmo dividindo a cama ou elas dormindo em suas camas no mesmo quarto ou em quarto separados;
  • A criança chora e você fica toda perdida sem saber o motivo: será cólica, fome, sono, dor, fralda, carência...ai meu Deus tentei de tudo e ela ainda chora. Anda com ela pela casa, pára de andar, senta, levanta, coloca de barriguinha para baixo, amamenta novamente, faz massagem, dá a criança para o pai e ele começa a fazer a parte dele. A criança solta um berro, logo a gente pensa (nossa os vizinhos vão denunciar a gente!). Mas ai daquele que se meter na nossa frente!
  • Dia de vacina: temos que ter coração-de-pedra. Meu marido nunca teve coragem nem de acompanhar. Não é fácil ter que segurar a criança para tomar picada,vê-la abrindo aquele berreiro, só nos resta consolar e o que nos consola é saber que "aquela coisa ruim" é para o bem dela, já que ainda não inventaram um meio da gente tomar e passar para ela (assim como na gravidez).
  • Criança dodói: ai que difícil que é quando ela está doente, se pudéssemos sugaríamos tudo para gente só para vê-la correndo pela casa toda cheia de saúde. É nessas horas que vemos o quanto é bom vermos a casa cheia de brinquedos espalhados pelos cantos. Quando doentinha só quer colo, dorme, fica totalmente sem pique tadinha, às vezes nem quer comer.
  • Casa 100% arrumada: fala sério, quem é que tem peito para dizer que a casa fica 100% arrumada?? Nem preciso dizer mais nada.
  • Teimosia: você diz: "não!" e parece que aquilo coça a criança para fazer o contrário. A minha está nesta fase. Haja paciência e persistência maior do que a dela para saber o que pode e não pode, o que é certo e errado. Afinal, a responsabilidade é toda nossa, mesmo que tem momentos que a gente finge não estar vendo só para ter um pouco de sossego, mas tirar os olhos dela? Completamente difícil, criança não tem noção das coisas né?
  • Os mamilos doem: mesmo deixando-os preparado. É óbvio que doem bem menos, mas no início na hora da "pega" sempre dá uma fisgada. NÃO DESISTA!
  • Tempo: para definir melhor sobre o tempo, imagine uma ventania você voando de uma lado e o tempo de outro, ambos com os braços esticados e mãos bem abertas para se agarrarem, mas a ventania não deixa. É bem assim! Apesar do estresse tentando encontrar tempo, não se preocupe de início, pois é adaptação que entra no eixo aos poucos e que vai trazendo um tempo regular de volta. Isto também faz parte da escolha de ter filhos.
  • Banho e usar banheiro: poucas vezes você conseguirá tomar banho ou usar o banheiro de portas fechadas, com tranquilidade e com intenção de ter um pouco de sossego. 
Tem muito mais coisas que nos deixam de cabelos em pé, mas...





...vou confessar aqui que não trocaria essa correria por nada!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Decidi ser mãe porque...


Antes de engravidar eu observava os filhos dos outros sempre de longe, pois tinha cisma que pais não estaria gostando de ver outras pessoas desconhecidas olhando. Às vezes mexia com elas, mandava um beijo ou piscava escondido. Algumas correspondiam às brincadeiras, outras ficavam quietinhas só me olhando.

Hoje vejo que estava certa com a minha cisma, qual pai ou (principalmente) a mãe gosta de ver outras pessoas olhando para suas crias? Hoje em dia é tão difícil confiar nas pessoas que o nosso instinto de proteção fala mais  alto. Concorda ou não?

Antes de engravidar apesar de gostar de crianças e gostar de pegá-las no colo, sempre procurei manter distância. Não sei porque, mas sempre passou na minha mente que não é toda mãe que gosta de ficar passando seus filhos de mão em mão. Estou certa ou não?  Apesar de eu confessar aqui que sempre fui meio desconfiada.

Também quando as via chorando sabia, ou melhor, tinha certeza de que não seria no meu colo que era ia parar de chorar, e que se estivesse comigo naquele momento, sua mãe pegaria na hora ou então a criança chamaria pela mãe e não vi nada contrário ainda.

E a decisão de ser mãe foi crescendo em mim quando via uma mulher grávida cheia de amor acariciando sua barriga, mesmo reclamando das dores, inchaços, azias e falta de ar, mas existia uma vida ali dentro...uma pessoinha que mudaria sua vida completamente (pelo menos era o que eu imaginava, afinal nunca havia passado por esta experiência).

A minha decisão de ser mãe foi maior quando comecei a imaginar que um dia poderia acariciar minha barriga também, com os sintomas que toda grávida tem. Que um dia fosse olhar para a minha criança e ela pudesse me responder com um sorriso.

A minha decisão explodiu quando realizou um grande sonho meu de ter minha filhota me chamando de mamãe (ou Xú,quando quer fazer gracinha), implorando pelo meu colo, seja por estar chorando, seja por simplesmente querer estar comigo, de olhar nos meus olhos e me dar um abraço bem na goela a ponto de me deixar sem ar.

Pois é, mais um post falando sobre meu amor por ser mãe, já que ela não queria dormir eu acabei deixando-a com o pai para vir correndo aqui fazer mais uma declaração. Ser mãe é querer correr de encontro ao sossego e não conseguir esquecer do que deixou ali no outro cômodo da casa. É parar no meio do caminho, olhar para o sossego de longe e correr de volta para um dos abraços mais gostosos do mundo.

É o que vou fazer agora!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Nascemos de novo


É impossível não "nascer de novo" quando temos nosso primeiro filho. Quando saí da maternidade comecei a viajar nos meus pensamentos, não sabia o que sentir. Dentro de mim acontecia tanta coisa que não sabia em quê dar prioridade.

Lembrava do momento que entrei lá pedindo ajuda ao segurança pois estava em trabalho de parto e lá estávamos eu, meu marido, minha mãe e minha Tatá indo embora pra casa. Eram sentimentos misturados de felicidade e medo. Felicidade nem é preciso explicar, pois o nome do blog diz tudo, mas o medo que sentia era da responsabilidade que tinha a partir daquele momento, da vida que estava em minhas mãos.

Eu tive a oportunidade de ter minha mãe por perto durante 10 dias e brinco com ela até hoje que está me devendo mais 30 (pois a mulher no pós-parto fica de "40tena"). Tudo passa a ser novidade, os livros, pesquisas na internet e os fóruns que participava ajudaram muito nessa nova etapa, mas mesmo assim sentir na pele é sempre diferente.

Com a ajuda dela pude ficar mais tranquila, além de ajudar nas tarefas da casa, ela respondia às minhas dúvidas, fazia algo pela primeira vez para eu observar e fazer igual. Chegou até a dormir com a pitica na sala para eu dormir um pouco. Apesar que não adiantava muito pois se ela queria mamar só eu podia resolver o "assunto" de interesse da pequena.

Não liguei em NÃO dar o primeiro banho, e deu certo que o umbigo caiu antes da minha mãe ir embora e me deixar sozinha com a minha filha. Minha mãe é um espetáculo, mas vou deixar isto para um outro post. Quando ela foi embora, pois precisava voltar ao trabalho, chorei muito. Lembro como hoje, a sensação era que eu ia para a escola pela primeira vez e ela me deixaria na porta de entrada. Ah! Durante esse tempo todo e até hoje tenho a ajuda do meu marido também, que no começo dividiu e divide comigo as ansiedades, dúvidas, medos, insônias,etc.

Pois é, nascemos de novo, nascemos com cólicas, choros, fome, trocas de fralda, vômitos, escândalos na hora do banho (era frio na época e minha filha odiava ter que ficar sem roupa). Nascemos de novo para acordarmos de tempo em tempo para ver se a bebê está respirando normalmente, se está bem coberta, se está com frio ou calor, para identificar qualquer barulhinho diferente ou então para simplesmente ficar admirando.

Nascemos de novo para acolhermos em nosso braços durante as cólicas, para fazê-la sentir tranquila e que tudo ia passar. Queríamos fazê-la entender que mesmo saindo do mundinho confortável e tranquilo dentro da barriga da mãe, estaríamos por perto para dar todo amor que precisasse.

Hoje, receber um olhar sapeca dizendo: "mamãe" ou "papai" e ao mesmo tempo agarrando em nosso pescoço para dar um beijo todo "lambrecado" me deixa totalmente sem palavras. A escolha de passar por esta descoberta foi minha, cabe a mim passar pelo conto que nem é tão de fadas assim, só para ver que o amor sempre prevalece.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Mastite


Este é um assunto muito comum entre as mães. Se você nunca passou por isso, já deve ter ouvido falar sobre.

Eu tive no seio direito, começou com uma dor de leve que e em poucos minutos doía só de andar pela casa. Comecei a sentir calafrios e fui parar na cama. Senti que estava com febre e ao medir a temperatura estava com 39,5º. Quando eu olhei no espelho a parte que estava doendo estava quente e vermelha.

Minha filha estava novinha na época, acho que uns 4 meses. Na hora eu corri na internet para pesquisar mais sobre isto, quando me inteirei sobre o assunto liguei para o meu GO que passou exatamente as informações que havia lido.

Eu falei com ele um pouco antes de ter febre, ele disse que era para observar que se tivesse febre era para ligar novamente pois passaria um antibiótico e foi exatamente o que aconteceu. Tomei também um remédio para baixar a febre e ele recomendou que era para AMAMENTAR o máximo possível que ajudaria na recuperação.

E lá estava eu: batendo os queixos, cabeça "zonza" e amamentando minha filha, que era novinha e como só se alimentava de leite materno, só queria ficar no meu colo. Naquela noite mesmo eu melhorei e cuidei para que não ficasse tanto tempo com os seios tão cheios.

Para saber mais sobre mastite, eu encontrei informações bastante detalhadas no site do Baby Center que vai explicar as causas, sintomas e tratamento.


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Um pedido


Gostaria de fazer um pedido a você que está lendo este post.

Eu tenho um amigo que sua mulher grávida duas florzinhas deu à luz com 34 semanas tem mais ou menos uns 15 dias.

Elas nasceram e foram diretamente para a UTI, uma graças a Deus já saiu e outra ainda continua internada para poder ganhar peso. Os pais também aguardam que ambas aprendam a mamar.

Somos pais e sabemos o quanto é bom termos alta do hospital e sairmos com nossos bebês no colo e o quanto aperta no coração termos que aguardar a saída dos nossos pequeninos bem depois do previsto. E por mais que estejam sendo bem cuidados o nosso desejo é que estejam em casa conosco.

Peço então a sua ajuda em oração a Deus para que Ele possa ajudar a garotinhas e seus pais possam gozar da mesma alegria que nós.

Não só por eles, mas por aqueles pais que ficamos sabendo de outras pessoas, de notícias, vizinhos, etc.

De coração eu agradeço.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Opiniblog


Você já conhece o Opiniblog?

É uma ideia criada pelo Clube das mães e pais blogueiros para avaliação dos blogs. Mensalmente 10 blogs são escolhidos e neste mês o meu entrou na lista!

Particularmente estou feliz porque a partir do momento que decidi fazer um blog para todos vocês lerem, nada mais justo do que receber a avaliação de todos vocês, para poder ficar cada vez melhor sem perder a identidade, é claro!

Para avaliarem, por favor, cliquem na imagem que está na barra lateral.

Desde já agradeço!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Se for pra ser do seu jeito...


Não,obrigada. Está ótimo do jeito que está!

Tem um assunto que tem sido muito comentado nestas últimas semanas, acho bastante polêmico e confesso que neste assunto estou coletivamente fora. A publicidade tomando conta da blogosfera materna tem dividido bastante as opiniões, mas eu particularmente dou a minha opinião em relação a isto: cada um faz do seu blog o que achar melhor!

Vou falar particularmente sobre o meu blog, e o que vou dizer só vai doer aquele que no fundo no fundo está incomodado com a própria atitude. Até porque não é minha intenção atingir os pais que gostam de fazer publicidade em seus blogs.

Vou direto ao assunto me baseando em duas empresas que entraram em contato comigo (e eu quieta no meu cantinho). Percebi algo semelhante entre elas: a maneira como negociam, na verdade parece que não é bem uma negociação uma vez que entram em contato impondo o que querem: "vocês divulgam nosso produto ou serviço e em troca a gente divulga o seu blog."

Algo do tipo: você me dá UMA nota de R$50,00 e eu te dou DUAS notas de R$2,00. Ei! Espera um pouco, vocês estão subestimando nossa inteligência? Tá na cara que esta troca está sendo totalmente desproporcional.

As mães e pais blogueiros são formadores de opinião, por isso a divulgação "boca a boca" é muito forte, é mais fácil convencer alguém porque uma pessoa disse que experimentou e comprovou que é bom do que às vezes se convencer em um comercial passado na TV, por exemplo.

Quantas pessoas já fiz comprar um chip de uma determinada operadora de telefonia móvel e o comercial não havia convencido nenhuma delas que realmente era um bom negócio? Assim somos nós pais nesse mundo imenso e sem fim que é de assuntos intermináveis sobre a maternidade. Tantas experiências são trocadas, às vezes falam-se várias vezes sobre as mesmas coisas mas de forma diferente e no final todas acabam fazendo sentido e tudo é bem recebido.

Por não existir uma regra, percebo que algumas empresas estão querendo usar este canal de comunicação (importantíssimo) de uma maneira desleal. "Fale sobre meu produto ou serviço e em troca te dou um brinde, ou você se sentirá importante só porque colocaremos o nome do seu blog e assim atrairá novos seguidores ou algo do tipo".

Podemos ser nós mesmos, neste mundo imenso que eu disse sempre existirá alguém que terá afinidade com o que você diz ou faz, fará com que ele visite seu blog e passe a te seguir, sem apelação nenhuma e sem ter que deixar de ser você mesmo.

Detalhe: o que falo aqui é sobre publicidade e propaganda, por favor, não confundam com a relação que existem entre os blogs com os sites que unem toda a blogosfera materna e que fazem um ótimo trabalho a divulgando nossos posts.

É claro que é muito legal quando uma empresa trabalha em parceria com um blog dando o devido valor. Nosso país é capitalista e para mim não tem essa de procurar um determinado blog querendo fazer a cabeça da pessoa que o mundo faz de conta é o que importa. Vai muito além da divulgação, trata-se de Valorização em ambas as partes.

Quando decidi ser blogueira nunca imaginava que ia amar tanto compartilhar o meu dia a dia e aprender tanto com vocês. As dicas que dou de produtos e serviços são de livre e espontânea vontade de ajudar (motivo da criação do blog).

Um recado: empresas, eu sou o que sou , amo o que faço e está bom assim. Pode ser diferente, mas desde que seja para melhor, e vou começar me valorizando.

Sei que as empresas sérias não vão se incomodar com o que eu disse (e ainda acho que não disse tudo...).

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Hoje é o dia dela!!


Mããããe parabéns, muitos e muitos anos de vida! Agradeço a Deus por você existir, pois é claro que sem você e o papis eu não existiria, não ia existir também a minha inspiração, não existira essa parte da felicidade que dividimos.

*"Feche a porta do seu quarto, porque se toca o telefone pode ser alguém com quem você quer falar, por horas e horas e horas...". Você é a pessoa que eu faço isso todos os dias, ou melhor, várias vezes ao dia e é um imenso prazer ter você como amiga para desabafos, comemorações, alegrias e para tudo na verdade.

Você merece esta homenagem! Eu te amo muito!

Pai eu te amo muito também.

*Trecho da música: Eu sei - Legião Urbana

Parece que foi ontem...


Hoje, exatamente hoje está fazendo um ano que tomei uma das decisões mais importantes da minha vida (como sempre venho falando para vocês), é que foi tão bom que eu fico lembrando a todo o momento. Não podia deixar passar batido, uma vez que a minha filha filha foi minha inspiração para que toda essa mudança acontecesse.

Quando o meu GO me deu o atestado de licença-maternidade, apesar que não estava aguentando mais trabalhar pelo peso da barriga, por estar completando 38 semanas naquela semana, eu fiquei um pouco chateada, pois teoricamente faltavam 15 dias para a data do parto, ou seja, teria que voltar 15 antes.

Para minha surpresa eu tive minha filha dois dias depois do dia do atestado. Sobre meu parto eu já contei aqui e fico feliz cada vez que lembro de como tudo aconteceu. Bem, os meses da licença se passaram eu tirei mais um mês de férias e começou o meu dilema.

Não moro perto da minha mãe e sei que se ela pudesse ela faria questão de ficar com minha filha, então tive que descartar a ideia de deixar com ela. Faltando algumas semanas para voltar a trabalhar eu encontrei uma escolinha perto da minha casa (apesar que eu trabalhava muito longe, meu marido ficou encarregado de levar e buscar).

O primeiro dia de "teste" foi horrível, deixei-a na escolinha e voltei chorando de soluçar, não me conformava que tinha que me separar da minha pituquinha (5 meses na época). Deixei lá durante meio período, quando voltei (com olhos inchados), peguei a minha filha, perguntei para as tias como ela passou lá, me responderam que passou bem, ficou feliz e boazinha. Mas indo embora, no caminho ela soluçava no meu colo (imagina se ela não estivesse feliz?). Aquilo me doeu mais ainda.

Eu e meu marido nos convencemos que seria bom, que iríamos nos adaptar...mas durante um mês que deixamos na escolinha aconteceu de tudo. A minha história foi o seguinte: colocando na balança meu serviço e minha filha, além do peso natural que é toda a mudança quando nos tornamos pais, meu sacrifício pela empresa não valia a pena. Foi quando acabou dando tudo certo e saí de lá.

Hoje, fazendo um balanço de tudo que tem acontecido de um ano pra cá, não posso deixar de agradecer a Deus pela oportunidade que me deu de participar do desenvolvimento dela e de comemorar cada coisinha maravilhosa que vi.

Eu sei não só eu, mas toda a mãe que sempre trabalhou passa por esse dilema. Sei também que toda a mãe que precisou voltar por necessidade fala que se pudesse escolher com certeza ficaria com seus filhos também. Estou falando de mãe de verdade, aquela que não escolheu deixar os filhos com alguém ou na escolinha pelo simples motivo de terceirizar a educação e o amor.

Mamães, um conselho: não se sintam culpadas porque precisaram voltar a trabalhar e deixar seus filhos, quando a necessidade falou mais alto. Não se cobrem e não cubra esta falta com coisas do tipo: deixando fazer tudo, dando tudo, cedendo em tudo como forma de compensar a sua ausência, pois acredito que com certeza eles crescerão entendendo porque você precisou tomar esta decisão. Com minha mãe foi assim e tenho consciência da decisão dela na época.

E quem tem a oportunidade, tem condições, aproveite, pois é único!

Tatá eu te amo!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Lendo um livro: minha primeira experiência


Se comecei tarde ou não sinceramente eu não sei, mas hoje eu li pela primeira vez um livro para minha filha. Sempre tive minhas dúvidas quanto ao tempo certo para ler. Costumam aconselhar que o mais certo é quando a mulher ainda está grávida. Mas posso dar o meu pitaco? Amo ler e tenho sentido falta disso, mas na gravidez minha cultura principal era dormir e comer.

Dia 21/10 ela completou 1 ano e 6 meses de (presença na minha) vida, e sempre achei que ela fosse 1 mês atrasada com relação ao que costumo ler sobre desenvolvimento. Mas é claaaro que isso não me encanava e nem me encana. Mas na minha cabeça e até já tentei meses atrás ler algo para ela, mas sem sucesso. Pensei então deixar para depois dos 2 anos dela.

Como essa semana eu recebi os livros da Coleção Itaú de livros infantis, me empolguei, me bateu uma curiosidade de como seria o comportamento dela quando eu começasse a ler. Você que é mãe e pai entende, que qualquer coisa nova que acontece com nossos filhos é motivo de gravação, fotos, diários, qualquer coisa que possamos guardar para sempre aquele momento sempre considerado especial.

Por recomendação de uma amiga mãe, eu li para ela o livro Adivinha quanto te amo. A história é uma graça. Já imaginou tentar encontrar algo imenso que pudesse medir o quanto o filho ama os pais e vice-versa? O livro conta como!

A minha experiência lendo pela primeira vez foi ótima! Eu achando que ela não ia prestar atenção ou ia sair e me deixar falando sozinha, mas a reação foi outra, diferente de como imaginava. Gostei tanto que li pela segunda vez e gravei! Isso me motivou a continuar de agora em diante.

Na verdade achei super engraçado. Ouça a gravação que fiz questão de compartilhar.



Por favor, não liguem para a minha voz!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Alguém pode dar lugar?


Com certeza você já deve ter ouvido esta frase a seu favor ou à favor de alguém e temos cada história para contar né? Algumas bem e outras mal educadas. Durante a minha gravidez eu presenciei cada coisa que posso dizer que às vezes juntava a sensibilidade com certas atitudes que eu chegava a chorar.

Eu me lembro que antes de engravidar eu dizia para mim mesma e para outras pessoas que quando me tornasse mãe não teria essa de não me dar lugar. Enchia a boca para dizer que pediria e que a pessoa teria que sair de qualquer maneira. Afinal eu estaria gestante e seria preferencial nos ônibus, filas, etc.

Mas é impressionante como nosso pensamento muda a partir do momento em que descobrimos que estamos grávidas. Nosso modo de agir, comportamento, enfim, tudo muda. O que era só para nós acaba sendo para a pessoinha que estamos levando dentro de nós. Queremos proteger, cuidar e evitar que alguma mal aconteça.

Então o que era coragem aos poucos foi se transformando em receio. Vou explicar porque: de início eu entrava na conduções lotadérrimas e solicitava lugar, alguns davam numa boa, mas com o tempo passei a lidar com cada ser.

Os lugares preferenciais existem, e as pessoas simplesmente sentam, dormem ou fingem que estão dormindo na maior cara de pau. Tá certo que na ausência do preferencial o assento é livre, mas quando tem a pessoa, a palavrinha "educação" deveria tocar como um sinal na consciência e fazer com que ela tome a atitude que todos esperam: a de ceder o lugar quando necessário (quase obrigatório).

A coisa é tão séria que precisou virar lei, porque a educação em si não tem sido suficiente. Uma vez uma mulher disse que só levantaria se eu estivesse com mais de seis meses e minha barriga não estava aparentando. Virou para o canto e continuou "dormindo", uma outra pessoa levantou e cedeu o lugar, mas estress tinha sido tão grande que chorei muito durante a viagem. E quando dizem que gravidez não é doença? Fora outros comentários mal educados que costumam dar.

Outra vez todos os bancos preferenciais do ônibus (sem brincadeira) estava ocupados por idosos, uma pessoa que estava em pé ao meu lado gritou: "Alguém pode dar lugar para a grávida??". Então alguém respondeu lá no fundo: "O assento preferencial é aí na frente, e onde estou sentado não sou obrigado a levantar." Levantou uma discussão tão grande naquele dia, tudo por minha causa, me senti um cego no meio de um tiroteio, até que um idoso me deu o lugar (tadinho).

Depois destes e outros episódios parei de pedir, porque quando a gente é mãe, começa a passar coisas pela nossa cabeça de alguém querer fazer algum mal com a gente ou com a nossa barriga. Deus me perdoe, mas hoje é difícil confiar em alguém ou achar que alguém não possa fazer algum mal.

Eu que ando bastante de ônibus, metrô, trem, percebi que entre gravidez e andar com criança de colo, tenho sido mais respeitada na segunda opção. Mas o que quero chamar atenção é o tamanho da falta de educação e respeito que infelizmente tem crescido de uma maneira assustadora.

E então? Vamos fazer a diferença?

sábado, 15 de outubro de 2011

Parabéns Professores, vocês merecem!


Bem, assim como o Dia das Mães, Dia dos Pais, para mim todo o dia é Dia do Professor. Não posso terminar este dia sem agradecer a todos aqueles que fizeram parte da minha vida, e não estou exagerando.

Como não agradecer as pessoas que dedicaram todo o seu trabalho, carinho, esforço para que eu pudesse estar aqui hoje? Estar aqui no blog é uma prova disso! A educação vem de casa? Sem dúvida nenhuma! Mas na minha opinião a escola está em segundo lugar, como lugar para abrir os horizontes, lugar que aos poucos nos faz enxergar que temos asas.

Sabe aquela sensação que toda mãe tem quando vai deixar o filho pela primeira vez na escolinha? Pois é, estamos abrindo as nossas asas para deixá-lo descobrir que ele também pode criar as suas próprias asas, e acredito sim que é na escola que irá descobrir e com a ajuda de um professor.

Sei que não é só eu a pessoa indignada como o professor tem sido tratado de uns tempos pra cá. Alguns são desvalorizados, não são reconhecidos e infelizmente não estão sendo respeitados. Isto precisa mudar! Depende de cada um de nós pais colocar a sementinha do "Respeito" no coração dos nossos filhos.

Professores, parabéns pela dedicação, persistência e coragem!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Entra por um ouvido...tolerância "0"

...e sai pelo outro!

É assim que acontece no nosso dia a dia, quando simplesmente ouvimos coisas que "não tem nada a ver": filtramos, e o que não serve jogamos fora. Falando sobre maternidade, desde o momento que engravidamos, passamos a ouvir cada coisa que, quem é mãe sabe exatamente o que estou dizendo. Lá vai alguns exemplos:

Na gravidez:
  • nossa como você engordou!
  • barriga redonda: é menina (nasceu um menino)
  • barriga pontuda: é menino (nasceu uma menina)
  • seu pé tá parecendo um pão francês
  • tá enjoando? É cabeludo(a)
  • já sentiu desejo estranho tipo comer sorvete com tijolo raspado?
  • você está andando como uma pata
  • você quer? (eu dizia que não queria, mas saía na hora pra comprar um igual e comia escondido)
  • nem tá aparecendo a barriga
  • comeu melancia (tolerância 0)
  • você quer menino ou menina?
  • vai ser: menino! ou menina! (falam como se fossem videntes)
E quando aparece um "ser" para contar alguma desgraça relacionado a mãe e filho? E ainda diz: calma que não é com você...

Depois da gravidez então:
  • dá um chazinho de erva-doce ou camomila, ele(a) vai dormir e não vai sentir cólicas (mentiiiira)
  • quando ele(a) tiver com uns 4 meses dá papinha pra ele(a)
  • dá água pra ele(a) tadinho(a) deve sentir sede
  • nossa você só dá leite
  • tá dormindo a noite toda? Não? Hahahaha
  • não faz isso, faz aquilo, mas assim está errado...
Haja paciência para tanto blá blá blá! E quando tem aquelas pessoas que acham que você não é boa mãe para seu filho? Quando acham que você não sabe cuidar direito? Se é gordinho é porque você está enchendo de comida! Se é magrinho é porque você não está dando comida direito! Poxa vida, cansada, sem dormir direito, tentando descobrir segundo pós segundo como é cuidar de um bebê recém-chegado, dores nos cortes, nos bicos dos seios e ainda ter que ouvir tanta besteira!

Vai um conselho porque não dá para responder com grosseria o tempo todo. Às vezes a pessoa nem tem intenção de te irritar e você corre o risco de precisar dela a qualquer momento. Então, quando vier alguém falando alguma coisa e você sentiu que passou dos limites, diga que vai fazer o que ela disse (e não faça)! Existem algumas pessoas que dá pra gente contar fielmente, mas ignore aquelas que só atrapalham! 

Ah! Lembrei de um caso que aconteceu comigo: tem uma mulher que não fala comigo e quando me vê passando na rua com a Tatá, fica chamando a minha filha, fica mexendo com ela e ainda passa recados para ela falar comigo!...(sem comentários né?) Pode respirar fundo, porque eu já enchi meus pulmões e já larguei pra lá!

Tenhamos paciência!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Blogagem Coletiva - COMO ERA SER CRIANÇA NA MINHA INFÂNCIA


Oba, um assunto bem divertido para mim! Falar sobre a minha infância. Por isso decidi participar desta Blogagem Coletiva, organizada pela Ingrid Strelow do blog Desconstruindo a Mãe.

Graças a Deus não posso reclamar da minha infância. Tinha as festinhas do meu aniversário e a festinhas que era convidada. Gostava de pegar os docinhos da mesa, de colocar o chapéuzinho, de ficar assoprando língua-de-sogra e guardava para usar por vários dias. 


Gostava das reuniões de revistas como a Tupperware, minha mãe me levava e eu participava da parte principal que era comer os lanches. Quando dormia na casa da minha prima ou amiga, ou elas na minha, ficávamos conversando e só íamos dormir às 06h00 do dia seguinte, pois ficávamos contando histórias, ríamos até doer a barriga ou chorávamos até inchar os olhos.


Gostava dos aniversários em que tinha que quebrar ovo na cabeça do aniversariante. Brincava de pega-pega, esconde-esconde, queima. Como tenho irmão, brincava com ele e com os amigos dele de rodar pião, bolinhas de gude, pipa (e tinha o apoio e torcida dele). 


Aos domingos eu saía pela rua com as amigas para andar de bicicleta (não para fazer ginástica, mas por diversão mesmo), e era uma época que não tínhamos medo, pois não tinha tanto perigo com acidentes ou assaltos (maldades em geral).


Pulava muro para brincar com a vizinha, uma pedia para a mãe da outra. Gostava dos desenhos que passava na época (ainda os desenhos tinha pessoas) e hoje só tem monstros, pessoas desconfiguradas, mutiladas.


Era bom acordar, tinha café da manhã me esperando, ajudava a mãe em uma coisa ou outra, assistia desenho, sessão da tarde, brincava, tinha janta pronta e depois ia dormir (só isso e mais nada). No frio minha mãe me enrolava na  coberta para não me descobrir durante a noite. Quando tinha pesadelos ia até quarto dos meus pais pedindo para dormir no meio deles. Dormia mas quando acordava estava na minha cama de novo. 


À noite eu A-M-A-V-A deitar nas costas do meu pai enquanto ele "assistia" o Jornal Nacional (na verdade já estava dormindo). Eu pegava no sono e ele me colocava na cama...me deu vontade de chorar...que época gostosa...


Eu não gostava de apanhar, mas fazer o quê se eu fazia malcriação? Era uma época em que os pais podiam dar uns petelecos e não era presos por estarem ensinando o que era certo para nós filhos.


Tenho muitas coisas para contar, mas essas foram as que mais marcaram na minha vida e lembro como se fosse hoje. Só tenho que agradecer os meus pais...


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Eu não slinguei, mas...







...usei o canguru.

Eu ganhei de uma colega minha e comecei a usar desde quando ela completou 2 meses de vida. Como meu marido trabalha com o carro, eu precisava sair de casa para resolver algumas coisas, colocava minha filha no canguru e ia embora.

Na foto da mãe usando o canguru, quando a criança ainda é bem novinha e bem "molinha", deve ser usado com ela de frente para o seu corpo. A base que está nas costas do bebê vem um suporte interno para segurar o pescoço. Quando a criança já está "durinha, na fase em que começa a sentar, ela fica de costas para seu corpo. Eu li que como esta fase ela se interessa por movimentos, isto ajuda a observar tudo a sua volta. Mas nada impede que você coloque-a de frente para você.

Eu li também que o canguru não é tão confortável para a criança, uma vez que força o corpinho dela todo para a parte do bumbum. Vou ser sincera: isto depende mais dela querer ficar. A minha por exemplo gostava e gosta até hoje. Quando ela vê o canguru fica tentando entrar, e depois de várias tentativas sem sucesso, ela traz para mim pedindo para colocar, e é claro que eu coloco (em casa apenas) para matar a saudade da época que dava para sair com ela desta maneira. E usei para sair até os 11 meses.

Para quem anda a pé por aí, sai de ônibus, metrô, etc., ele é ótimo porque suas mãos ficam livres ou então usa uma delas para apoiar embaixo da criança para não forçar tanto para baixo, mas não existe a preocupação caso precise soltar, pois ela está bem segura e presa junto ao seu corpo.

Agora o que está em alta é o sling, que também traz muitos benefícios ao bebê, acho que mais que o canguru até. A visão que tenho é que parece ser mais aconchegante e seguro para ele, principalmente por ter acabado de nascer. E esta visão se torna mais certa quando leio reportagens com mães dando depoimentos do quanto é bom utilizar o sling.

Uma coisa eu tenho que confessar: eu gostaria muito de ter usado o sling. Fico pensando que como gostei muito do ganguru, o sling seria melhor ainda. Para usá-lo dentro de casa também alivia os braços, substituindo o colo (mas não muito), gostoso mesmo é senti-lo bem pertinho da gente.

Para você mamãe que está grávida (particularmente) recomendo os dois e a escolha é sua!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Sinéquia...você já ouviu falar?


Mãe de meninas: vale a pena saber o que isso significa!

Particularmente não queria muito publicar isto, por se tratar de um assunto íntimo e infelizmente existem muitas pessoas com má intenção. Ao mesmo tempo sei que vale a pena dividir esta informação com outras mães que já passaram por isso ou então pode vir a passar e lembrar do que foi dito aqui um dia. Vou tentar ser menos detalhista possível com relação a minha filha. Por se tratar de um assunto clínico, precisarei da ajuda de um site que possa explicar melhor.

Há mais ou menos um mês ao trocar as fraldas da minha filha ou depois do banho que tenho percebido uma parte interna da região genital dela grudada (esta é a palavra mais adequada). A parte do xixi ela faz normalmente e não reclama de dor ou incômodo para nada. Como já tinha marcado a consulta dela de rotina com a Pediatra, fiquei mais tranquila em saber que poderia tirar minhas dúvidas.

Na última terça-feira, dia da consulta, ela examinou e confirmou que realmente estava fechada. Na hora bateu uma preocupação e comecei a enchê-la de perguntas e ela me respondia:

  • "Isso é normal?" - "É sim, não precisa se preocupar"
  • "Mas ela sente algum incômodo?" - "Não, ela não sente nada"
  • "Mas porque isso aconteceu? Culpa minha na hora da higiene?" - "Não é culpa sua, costuma acontecer isso em meninas até no início da adolescência"
  • "O que pode ser feito para desgrudar?" - "Eu vou te passar uma pomada e durante tantos dias e tantas vezes por dia você passa e vai separando ao mesmo tempo."
  • "Vai doer nela?" - "Não dói não, para você não se preocupar é parecido com a fimose em meninos"
No mesmo dia comprei a pomada e estou usando nela. Vou te contar, pra gente que é mãe ter que fazer isso é muito estranho, apesar da Pediatra ter dito que é comum e indolor. Para você ter ideia, a sensação é como no momento em que você vai levar a criança para tomar vacina. Dói na gente. Mas se é para ajudar é melhor guardar o coração e o medo na gaveta!

Pesquisando no Google, encontrei o nome disto, chama-se Sinéquia e encontrei informações que, além da Pediatra, me ajudou a ficar mais tranquila.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O que tenho aprendido


A minha declaração de amor primeiramente vai para Deus, por ser responsável pelo ar que respiro, por tudo que tenho e o que eu sou. Em especial quero agradecer pelo um dos maiores e melhores presentes que Ele já me deu neste mundo: a minha filha.

Ela é a razão de toda a mudança na vida que há muito tempo vinha sonhando, uma dessas mudanças é a oportunidade de acompanhar o crescimento dela, de poder estar ao lado dela todos os dias, curtir as musiquinhas que ela curte, cantar e brincar junto.


Pela oportunidade de vê-la dando o primeiro sorriso, as primeiras palavras, primeira vez que engatinhou, primeiros passos e tantos outros "primeiros". Ela nasceu e quem está aprendendo sou eu. Entendo quando dizem que a vida é um eterno aprendizado. Filho é para sempre, isto quer dizer que passarei a vida inteira aprendendo com ela.


Quando falo dela e o que a maternidade tem feito comigo, sinto meu coração desabrochar como uma rosa, ele começa a bater mais rápido, meus olhos se enchem de lágrima. Sei lá...será que estou exagerando? Será que é essa mudança toda mesmo? Essa eu mesma respondo! É sim!


Com ela eu tenho aprendido a enxergar as coisas com outros olhos, com mais tolerância, com mais amor, sinceridade, carinho, proteção. Aprendi a chorar mais que eu já chorava, aprendi a respeitar os horários (os dela pelo menos). Tenho aprendido a não chorar junto com ela tentando estancar alguma dor.


Com ela tenho aprendido a espantar meus medos (escrito em um outro post), prefirindo aumentar a confiança em Deus e mostrar para ela que ela pode contar comigo. Com ela tenho aprendido a decorar todas as musiquinhas da Galinha Pintadinha e outros dvds infantis, pois, se ela gosta eu gosto. Tenho aprendido a conversar com ela no mesmo idioma (bebeiês), já que ela não fala português fluente.


Tenho aprendido a recolher os brinquedos no chão, e vê-la espalhando tudo de novo pela casa e fechar os olhos fingindo que não to vendo aquilo. 
Com minha filha tenho aprendido tantas coisas que escrevendo tudo isso parece uma mágica o que minha vida se tornou com a chegada dela. Como é imensamente inexplicável definir tudo o que aprendemos e o que sentimos ao tornarmos pais. É algo que vai além das palavras e se tentar descrever, talvez fique cansativo.

Você que é pai e mãe sabe o que estou falando, das coisas que a gente aprende após a chegada dos nossos filhos. E você que deseja ter um filho, vai chegar o SEU momento no tempo certinho para poder dividir com a gente.


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Blogagem Coletiva "Mulher na Publicidade"


Hoje está acontecendo a Blogagem Coletiva falando sobre a "Mulher na Publicidade", promovida pela Silvia Azevedo com o apoio da Rede Mulher e Mãe. Para acessar o blog dela clique AQUI.

Confesso que não sabia sobre o que iria falar, mas lembrei de um comercial que me deixava indignada toda vez que passava na tv, então decidi que esse seria o momento de falar sobre ele. Trata-se da  propaganda de uma operadora de TV por assinatura onde a mulher é tratada como objeto (pelo menos esta é a minha visão). Para variar lá está a dona de casa à moda antiga (conhecida popularmente como Amélia): ajoelhada esfregando o chão, avental, vassoura, descabelada. O marido chega em casa ela corre para dar um abraço e ele simplesmente pega o controle remoto e liga a tv. E ainda mostra ele pensando que não via a hora de chegar em casa para assistir. Que coisa ridícula!

Toda vez que passava este comercial, eu procurava deixar prá lá, achava que eu estava sendo radical demais, mas aquilo me incomodava. E sempre dizia para meu marido: "nossa que comercial machista, como é que tem coragem de passar uma propaganda dessas e achar uma maravilha só porque tem uma mulher hiper, mega famosa representando o que na verdade não é?" Cheguei até pensar em entrar em contato com a empresa, mas não fiz isso. 

Não quero generalizar que toda publicidade que tenha mulher seja assim: "machista". Mas todas que lembrei retratam isto, principalmente quando é mulher na figura de mãe: lavadeira, passadeira, cozinheira, arrumadeira. E quando a mulher é negra então? Ela geralmente aparece nos comerciais de propaganda política, ou aqueles cujo assunto é social, pois eles tem sempre que mostrar as pessoas de periferia que e me parece que para eles nada melhor do que mostrar mulheres com a característica: negra, empregada doméstica, que viaja de ônibus 6 horas por dia.

Ai eu me pergunto: "quem coloca as diferenças na cabeça de quem?"

Propaganda de cabelo?? Um dia desses eu vi um em que a mulher negra reclamava que o cabelo estava um "fuá" e com um simples produto, de leão ela virou uma princesa. Mas há também algumas publicidades que valorizam a mulher, e a que vem na minha mente é a mais frequente, que são os de produtos de beleza.

Na minha visão a mulher se cobra demais, e a situação piora quando a cobrança vem por parte da sociedade e da mídia. Mas cabe a cada uma de nós fazer a diferença, fazer sempre aquilo que for melhor para si e sem essa de querer agradar a todos só porque a moda é agradar!

Medo e Confiança


É normal termos medo de alguma coisa, somos seres humanos feitos de carne e osso e principalmente com um coração batendo, dando-nos sinal de vida e de muitos sentimentos dentro dele. Às vezes eu acabo me convencendo que desde que o mundo é mundo ele sempre foi o mesmo, com relação as pessoas, animais, natureza, etc. É que quando falamos sobre alguma coisa do momento sempre deixamos claro sobre o "mundo de hoje", devido as facilidades dos meios de comunicação temos acesso às diversas coisas, seja ela boa ou ruim, e acho que o que diferencia dos tempos passados é isso, as notícias chegavam depois de muito tempo, isso quando chegavam.

Eu quero falar do medo que infelizmente nos rodeia, aquele pré-maternidade e os vários que surgem no pós-maternidade e somando tudo, perdemos a conta na hora de buscar o resultado. A violência, falsidade, falta de amor, arrogância, maldade e agora pessoas que tem surgido no mundo virtual se passando por outra (pra fazer coisa boa que não é), até porque quem tem bom caráter não precisa mudar de personalidade. É tanta coisa ruim tem surgido que até esqueço que desde que o mundo é mundo isso sempre existiu. 

Falando um pouco sobre a pós-maternidade, eu fico impressionada o quanto o medo aumenta nesta fase. A sensação que tenho é que minha mente se tornou um depósito de cenas de cinema (não que eu tenha tido tempo para assistir), mas hoje tudo que aconteça que tenha minha filha no meio eu paro e fico imaginando várias coisas que podem acontecer ao redor e o que eu posso ir ajeitando para evitar.

Quando ainda bebês ficamos com a preocupação da morte súbita, ou então deles se engasgarem, se estão sentindo fome, ou passando frio, quando choram, mesmo que tenhamos que ficar firmes (às vezes), para não passarmos a tal da insegurança para eles, no fundo no fundo passa pela nossa cabeça que se choram é porque não é coisa boa.


Depois começam a engatinhar, a andar e cada fase é uma preocupação que surge e acho que ser mãe é assim: enquanto sentirmos que eles não estão preparados para seguirem sozinhos, não temos coragem de soltá-los (mesmo que um dia sejamos obrigados a fazer isto). Hoje eu passei em mais uma de várias experiências que tenho vivido depois que ela nasceu, que me encheu de insegurança, medo, sei lá.


Estava no supermercado com ela, e sempre coloco no carrinho que tem aquelas cadeirinhas embutidas, no final, estava dando uma volta no mercado enquanto aguardava o marido chegar, coloquei-a um pouquinho no chão para "esticar as pernas". Ela saiu "se achado" pelo corredor, me dava até tiauzinho. Numa dessas eu dei tiau também e me escondi atrás das "araras" e quando saí....cadê ela???


Andei de um lado para o outro procurando por ela e nada. (Tinha me esquecido de um detalhe muito importante: o tamanho dela me impedia de encontrá-la com mais facilidade). Meu coração apertou e meus passos viraram corridas até que as vozes dela me ajudaram a ir até onde ela estava, ufa!). Agora tentem imaginar a cena e imaginem o milhão de coisas que começaram a passar pela minha cabeça! (Meio neurótica né?). 
Peguei-a no colo, abracei e beijei e coloquei de volta na cadeirinha. Agora escrevendo este post deu para imaginar como minha mãe se sentia quando eu e meu irmão sumíamos da vista dela...

Mas o que a confiança lá no título tem a ver com este post? Os medos são muitos e sinceramente nem quero detalhar aqui, porque cada um de nós já vivemos com ele e não faz sentido dividi-lo. Então prefiro passar diretamente para a palavra confiança.


Quando nos tornamos pais, nasce o instinto de proteção, falamos a palavra "cuidado" o tempo todo para nossos filhos e tantas outras atitudes com a finalidade de protegê-los das coisas que possam machucar, fazê-los sofrer ou chorar... (minha mãe disse que essa preocupação é para sempre). Só que por sermos simplesmente seres humanos às vezes tem coisas que escapam do nosso cuidado e aí só Deus para guardá-los. E Ele guarda.


Q
uero dizer que além da nossa responsabilidade diária, tem aquela mais importante que é pedir para Deus todos os dias que nos guarde e guarde nossos filhos. Amém!


*Imagem do Google

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Socorro! Tem um dente nascendo!




Socorro mesmo!!

Eu costumo dizer que depois das experiências vividas com as cólicas, logo em seguida vem a fase da dentição, sem nenhuma trégua para nós pais respirarmos. Claro, estou falando com base em tudo que passei e tenho passado com a Talita. Ela teve cólicas até o 4º mês e no 5º mês apareceram os dois primeiros dentinhos.

Os dois primeiros simplesmente apareceram e não apresentaram nenhum sinal de incômodo. O interessante que é que até hoje tem nascido de dois em dois, isto quer dizer: "sofrimento em dobro",  porque os demais tem aparecido acompanhados de bastante salivação, irritação, choro, mordendo tudo o que vê pela frente.

Para você ter ideia de como o nascimento dos dentes irrita uma criança, a minha às vezes dá uns berros e corre em direção a uma cadeira, sofá, mesa para morder com a tentativa de amenizar o que está sentindo. Eu fico morrendo de dó dela.

Alguns Pediatras dizem que a primeira dentição não influencia em nada, e existem outros que são convencidos de que a criança sofre sim alterações com o nascimentos dos dentinhos. Vou dar exemplo de alguns sintomas que aparecem e que tenho visto por aqui: 
  • gengiva inchada e levemente esbranquiçada, 
  • baba muito, 
  • costuma colocar as mãos, dedos ou objetos na boca, 
  • febre baixa (até 38º), se for mais alta que isto e constante deve procurar um pediatra,
  • alteração nas fezes (fica mais mole), mas atenção se tiver diarreia deve procurar um pediatra,
  • a criança fica muito irritada, chora, às vezes solta até uns gritos de dor,
  • leve resfriado, 
  • dor de garganta,
  • falta de apetite (mas não deixe de oferecer alimento),
  • dificuldades para dormir
O que podemos fazer para ajudar?
  • eu uso o Nenê Dent em gel que é mais fácil de ser aplicado (a pediatra dela  disse para não usar em excesso),
  • uso também Camomilina C, que é Fitoterápico. (você deve abrir a cápsula e misturar o pó de preferência no leite, no suco, etc),
  • dê algum objeto para ele mastigar (cuidado com os objetos pois podem machucar ou serem engolidos com facilidade),
  • às vezes você mesma pode colocar o seu dedo (previamente lavado é claro) na boca da criança e massagear,
  • tenha muuuuuita paciência, amor e carinho,
  • dê atenção e colo toda vez que precisar,
  • na febre utilize um antitérmico indicado pelo pediatra e NÃO deixe a febre permanecer por muito tempo acima de 38,5º. Quando ela fica acima de 39º a chance dela ter convulsão é enorme. Apesar de (felizmente) não ter sequelas o susto deve ser muito grande,
  • dependendo da irritação, verifique com o pediatra a possibilidade dele indicar um remédio para aliviar a dor
Tenha consciência de que essa fase se estende ainda por muito tempo e dependendo da reação da criança, a sensação que dá é que cada dentinho nascendo é como se fosse o primeiro. Saiba também que o desenvolvimento depende de cada criança, não se preocupe se você conhece alguma criança na idade do seu filho que tenha mais dentes que o seu e é claro que qualquer dúvida não deixe de procurar por um especialista.

Vou deixar aqui a indicação de um site bacana que traz mais algumas informações sobre a primeira dentição. É o Saúde Informações.

*Imagem retirada daqui

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Desabafo sobre o Sexto Sentido

Imagem Google

A cada tempo que passa mais eu me convenço de que o sexto sentido de mãe (ou intuição mesmo) realmente existe. Dia após dia, convivendo com minha filha, conhecendo-a cada vez mais faz perceber o quanto isto é importante.

Eu estava na casa da minha mãe com a minha filha. Fui passar uns dias com ela pois tinha feito uma cirurgia e fiquei lá ajudando na recuperação. E que ajuda! Imagine a cena, eu cuidando da mãe pós-operada e da filha com 1 ano e 4 meses! Tudo bem, todas nós sobrevivemos!

Uma noite em que meus pais já tinham ido se deitar eu fui tomar meu banho e deixei a porta aberta para o meu "grudinho" ficar ali me vendo. Deixei o banheiro todo preparado para que onde ela estivesse não molhasse e assim evitar escorregões (coisas de mãe). Onde nossos filhos estão a gente sempre dá um giro 360º para ver o que pode ter de perigoso e assim "blindarmos" o local.

Até aí tranquilo, tomei rapidinho e fui cantando as musiquinhas que ela gosta mantendo-a distraída. Depois fui para o quarto, levei-a comigo e foi onde senti uma espécie de "bén bén bén", como um sinal de perigo à vista. Eu estava com o chinelo molhado e veio a preocupação:

1. eu poderia deixá-la no chão, mas correria o risco dela escorregar onde eu pisei e se machucar ou

2. eu a colocaria na cama, mas como ela está sapeca, aprendeu a ficar pulando na cama sem noção nenhuma, poderia bater a cabeça na parede ou em um dos pulos poderia até cair no chão.

Decidi deixá-la no chão mesmo, mas fiquei o tempo todo ainda com aquilo na cabeça, uma sensação estranha. E dentro de mim dizia: "mas está seguro deixar no chão mesmo? Fiquei em estado de alerta. Sabemos que criança nessa fase é peralta demais, a gente pisca ela está num canto, pisca de novo está em outro canto, pega uma coisa, pega outra e assim vai.

Não deu outra, um segundo que me virei para pegar um creme quando eu olhei para ver o que ela estava fazendo ela já estava escorregando onde eu tinha passado, bateu e cortou a sobrancelha na quina da cama (isso porque a quina era arredondada). Ela quis chorar, mas na hora procurei manter o controle peguei-a no colo e lá estava o corte começando a sangrar. Como eu acalmei logo no início ela parou de chorar e nem sentiu o que tinha acontecido. Então dentro de mim ficava me perguntando se tivesse deixado na cama teria sido diferente.

A gente que é mãe passa por essas situações o tempo todo. A gente se cobra por querer sempre o melhor em tudo para os nossos filhos. Fiquei com tanta dó, mas só não morri mesmo porque ela não fez escândalo. Bem na hora peguei gelo para não fazer "galo", lavei o local, assim parou de sangrar e graças a Deus ela ficou calminha.

Hoje já está cicatrizado, apesar da marquinha que ficou. Escrevendo isto me faz lembrar de tantas outras coisas que a intuição tentou me dizer, coisas que dei ouvido e deu certo e outras que eu deixei passar batido e depois fiquei me perguntando porque eu ignorei. Para variar sempre me cobrando para dar o melhor para minha filha, inclusive proteção.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Blogagem Coletiva: Sono - Comigo foi assim...


Ontem foi realizada a primeira #festanotwitter, organizada pela Rede Mulher e Mãe que cá entre nós, foi divertidíssima! O legal é que trocamos experiências, dúvidas, confissões e rimos muito. O assunto abordado na festa foi o Sono. Depois disto foi organizada para hoje a Blogagem Coletiva.

Com a chegada dos nossos filhos toda a nossa rotina de sono muda completamente, falo isso por experiência e depois do que conversamos hoje vi que nunca estive só! Então eu fiz questão de participar da Blogagem Coletiva para dividir com vocês como tem sido o meu dia a dia, ou melhor, noite a noite.

Os primeiros meses são os mais complicados, por sermos pais de primeira viagem temos todas as dúvidas do mundo, mesmo que temos por perto pessoas experientes e dispostas a nos ajudar com sinceridade (nem vou contar as que atrapalham), mesmo lendo várias informações disponíveis na internet e livros, na prática sempre bate uma insegurança e ficamos sem saber direito se estamos cuidando bem dos nossos filhos. Agora soma tudo isso com noites mal dormidas.

Eu me lembro que tinha que levantar de 2 em 2 horas para amamentar minha filha, quando estava pegando no sono era hora de levantar. Lembro que tinha vezes que estava tão sonolenta que meu marido (sonolento também) levantava, pegava a Talita no berço e trazia para mim. Ela sentiu cólicas até o 4º mês e durante todo esse período vivíamos um ciclo vicioso com ela: mamar, arrotar, golfar, cólicas porque mamou, mamar para aliviar a dor da cólica, arrotar, golfar e tudo isso com choro no meio. Confesso que às vezes chorava também.

Eu procurava me tranquilizar com o pensamento que aquilo era uma fase e ia passar. Para ajudar a minha falta de experiência eu perguntava para as pessoas com filhos mais velhos que a minha se eles também passaram por noites e noites acompanhadas de choro, cólicas e problemas para dormir. A resposta era sempre a mesma: "não, meu filho sempre dormiu a noite inteira e nunca sentiu cólicas!"

Depois de várias respostas iguais percebi que algumas mães (disse: "algumas") preferem contar vantagem, a sensação que dava era que era só eu que passava por toda essa correria. Até que combinei com o meu marido para não falarmos e perguntarmos mais nada pra ninguém. Se nos livros e internet diziam que ia passar com o tempo, então ia mesmo!

Realmente foi passando, de ficar acordando de 2 em 2h (quando dormia), foi mudando para 4 em 4. Tinha noites que ela pegava no sono 1h00 e acordava às 5h00 e eu comemorava achando que estava tudo indo bem até que na noite seguinte desandava tudo de novo. Tinha sites que eu lia falando sobre rotinas para o sono, mas percebi que não encaixava com um bebê que tinha  que acordar para mamar, para ser trocado porque a fralda vazava o tempo todo, porque ele queria colo.

Só então conhecendo a minha filha com o tempo fui relaxando e passei a fazer as coisas do meu jeito tendo a total aprovação dela. Já me sentia anestesiada quanto tinha que acordar no meio da noite. Eu sabia e tinha consciência da escolha que fiz de ser mãe, que tudo ia mudar e mudou mesmo. Puxa durante 1 ano e 4 meses já passamos por tantas situações que só tenho que ir ali daqui a pouco e dar um cheirinho nela.

Atualmente ela dorme com a gente (a famosa cama compartilhada) e acreditem que é o marido quem tomou a decisão! Ele alega que ela sente frio, que se vomitar a gente não vai ver, se chorar é porque está na solidão lá no berço, etc., eu acabo deixando. Mas vou contar, a falta de espaço é ruim demais, durmo a noite toda na beira da cama. Já aconteceu do meu marido me puxar dizendo que eu estava caindo! Mas uma coisa eu confesso: que passamos a dormir super bem depois que compartilhamos a cama. Ela dorme a noite inteira, acorda cedo, mama e dorme de novo.

Ah eu quero fazer uma observação: já que estamos falando sobre o Sono, quero falar sobre os produtos "Hora do Sono" da Johnson's Baby. Durante todo esse período eu fiz o teste e a conclusão que tirei com o funcionamento aqui em casa foi o seguinte: pensando na minha Tatá, bebê novinho não tem regras, tudo o que ele precisa é ser aconchegado, alimentado, trocado, alimentado de novo, e assim vai, e por natureza ele dorme o tanto que precisa, não dá para ficar apelando para produtos para dormir (pode ser que funcione com o filho alguém). Quando vai ficando maiorzinho as coisas vão mudando, os pais vão conhecendo melhor a criança, as regras nos horários vão surgindo e vi que agora funciona.

Eu tenho o sabonete líquido, o creme e o talco, mas costumo usar os dois últimos. É impressionante como acalma mesmo. Como dou banho nela durante o dia eu passo para ela dar as cochiladas à tarde e quando está muito calor, antes de dormir à noite vai bem também. Não uso todos os dias, mas sempre que vejo necessidade, percebo que ela está agitada demais ou calor demais.

Eu acredito que rotina do sono é aquela que a família tem, regras que cada um coloca desde que não prejudique a criança. Compartilhar a cama é errado? A resposta depende de cada mãe e deve ser respeitada!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Admito que já reparei sim!




Eu admito que antes de ser mãe eu...
  • reparava uma criança aos berros em algum local público, e me perguntava porque os pais dela não conseguiam dar jeito e porque não davam uns petelecos

  • reparava uma criança pedindo o que outra pessoa estava comendo, e me perguntava porque os pais dela não deram de comer

  • reparava uma criança achando que estava sozinha em algum local e aproveitava para mexer nas coisas, sem saber que estava sendo observada, e eu me perguntava se os pais não ensinaram que não podia mexer em nada que é dos outros

  • reparava uma criança faladeira e que entrava no meio de conversas e eu me perguntava se os pais não ensinaram que em conversa de adulto criança não entra

  • reparava uma criança soltando uns gritinhos bem agudos na igreja e eu me perguntava porque a mãe dela não dava jeito
São tantas as coisas que eu reparei e que na época não tinha ideia que hoje pudesse passar toda essa situação, até porque NÃO sendo mãe fica totalmente difícil ter noção. É simples ver os filhos dos outros tendo esse tipo de comportamento e logo julgar as crianças e seus pais. Eu quero dar ênfase mais para o lado "engraçado", pois sabemos cada família tem a sua forma, cultura na criação dos filhos.

Hoje a cada tempo que passa minha filha vai crescendo eu vou me convencendo que tudo que reparei um dia no filho dos outros tem acontecido comigo. Antes de ser mãe pensava que era simples, conversar, dizer o que pode e o que não pode, e hoje tenho percebido que, primeiro: minha filha ainda não fala "português fluente", então não dá para ter um diálogo claro; segundo: comecei a ler sobre o assunto e percebi que crianças na idade da minha (1 ano e 4 meses) e que passa por esse tipo de comportamento não se trata de falta de educação e sim de  uma fase.

Tenho total consciência de que é minha a responsabilidade de educá-la, ajudá-la a ter bons comportamentos, impor limites, dizer NÃO na hora certa. Isto é importantíssimo! Mas quando vejo alguma atitude dela que me faça lembrar o que observei em filhos de outros pais eu no fundo no fundo eu acho engraçado e logo vem a frase na minha cabeça: "tá vendo, foi reparar o filhos dos outros agora é sua vez!"

Um dos comportamentos que mais chamam a atenção é a birra. Lidar com ela é preciso de muito amor, paciência, carinho, porque na hora do "show" o nosso sangue começa a ferver de uma maneira tão intensa como se estivesse dentro de uma panela de pressão, você tenta conversar, explicar e a criança só quer saber de fazer escândalo. Quem já passou por isso sabe o que estou dizendo e quem (ainda) não passou vai se lembrar disso e ainda assim, amor deve prevalecer!

Respire fundo, se houver público assistindo, finja que aquilo não está acontecendo com você, nem olhe para eles. E esteja preparada para uma resposta caso alguém queira se intrometer ou te julgar! (É brincadeira, mas fica a dica).

Com tudo isso que tenho passado aprendi que a percepção é completamente diferente de quem é mãe e de quem não é. Aprendi que é uma fase que passa com amor, carinho, paciência, educação e limites. Aprendi também que reparar o filho dos outros mais cedo ou mais tarde seu filho vai fazer o mesmo.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A influência da lua na hora do parto



Um post curtinho.


Hoje eu estava conversando com a mamãe Bia Mendes do blog Agora Sou Mãe, que está com 38 semanas de gestação e brinquei com ela que neste próximo final de semana tem mudança da lua. Isto me fez lembrar de quando entrei em trabalho de parto, que também era dia de mudança da lua.

Apesar de não ser comprovado cientificamente, pessoas antigas acreditavam e acreditam  que a lua influencia sim na hora do parto e me lembro que quando eu já estava internada, eu perguntei para a enfermeira se ela acreditava nisso. Ela me respondeu que não só acredita como em época de mudança da lua as maternidades costumam ficar cheias.

Interessante, né?

Você acredita que a lua influencia na hora do parto?

*Imagem Google
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